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A bolha que pode tirar as chances do Flamengo Adriano, de novo. No momento em que vive uma fase espetacular em sua carreira, ele protagoniza mais um caso polêmico. Apareceu na Gávea com uma queimadura no calcanhar, que infeccionou e formou uma bolha horrorosa. Resultado: vetado para o jogo com o Corinthians. Adrianop depende dos pés para correr e mostrar sua habilidade. Também deveria depender da cabeça, o que, já está mais do que provado, continua fora do lugar. A versão do artilheiro: ele encostou sem querer o pé em um dos holofotes que ficam no chão de sua casa, provocando o ferimento instantaneamente. Não colou muito. A versão que anda circulando por aí: Adriano estava andando de moto, descuidou-se e resvalou o pé no cano quente do escapamento. O pior é que a fofoca faz mais sentido. O clássico com o Corinthians é de vida ou morte para o rubro-negro, que precisa vencer e torcer por um tropeço do São Paulo diante do Goiás. Não poderia haver pior hora para o atacante -- que tem 19 gols no Campeonato Brasileiro -- desfalcar sua equipe. Andrade escalou Bruno Mezenga a fim de preservar Adriano para a partida final contra o Grêmio. O Fla só tem que torcer para que o seu último jogo na competição não seja um mero amistoso. Porque, se for, Adriano já não terá serventia alguma... Escrito por Mário Sérgio Venditti às 13h42
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O Cerro Porteño assusta na Libertadores? O grupo do Corinthians na Libertadores terá Cerro Porteño, do Paraguai, um time da Colômiba e o vencedor do jogo entre Racing, do Uruguai, e outra equipe colombiana. Dá para assustar? Não deveria, porque o Corinthians é bem maior que todos. Mas como grandeza nem sempre resolve, é preciso tomar cuidado. O Cerro é campeão paraguaio e chegou recentemente às semifinais da Copa Sul-americana, sendo eliminado pelo Fluminense quando houve uma pancadaria generalizada no Maracanã. Não será a primeira vez que o Corinthians pegará o Cerro na Libertadores. Deu uma sova em 1999, ao ganhar por 8 a 2 no Pacaembu, com cinco gols de Fernando Baiano. O maior inimigo do Corinthians, como é sabido, está fora de campo. Ganhar pela primeira vez a Libertadores virou uma obsessão para o Timão. Que os jogadores e Mano Menezes não se iludam: a presão por essa conquista virá forte como nunca das arquibancadas. O corintiano há de argumentar: "Quem não quer sentir pressão que vá jogar num time pequeno". Tudo bem, pressão é inerente à vida do Corinthians, mas o clima vai ferver se o time não corresponder em campo. O time não está pronto. Ronaldo terá um outro companheiro no ataque? O clube contratará um armador para cadenciar o jogo quando necessário? A defesa será reforçada? O tempo está passando e a ansiedade da Fiel só aumenta. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h12
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Venenos do Sapo O torcedor vascaíno mal comemorou a volta à Série A e já começa a ficar preocupado. O técnico Dorival Junior não permanecerá no clube em 2010. Hoje, ele seu reuniu com o presidente Roberto Dinamite e nem sequer avançaram a conversa para o assunto dinheiro. Dorival percebeu que o Vasco não terá condições de oferecer a ele estrutura e condições de trabalho adequadas. O treinador preferiu encerrar o encontro ali mesmo. O Vasco que se cuide. Se ele acha que pode disputar a Séria A com mentalidade de Série B, então está dando um passo rumo ao abismo. De novo. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 17h45
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STJD, o responsável por decisões imbecis no futebol brasileiro Nos últimos tempos, os jogadores têm sido obrigados a dividir os holofotes com cidadãos que, a julgar por suas decisões, não entendem nada de futebol. Se entendem, preferem mais aparecer do que fazer justiça. São os integrantes do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o órgão máximo que julga todas as pendengas jurídicas do Campeonato Brasileiro. Nem sempre, porém, decide com correção. Atualmente, qualquer espirro de um jogador e pronto! Lá está ele, tendo que dar satisfações diante do tribunal. A última dos senhores fanfarrões aconteceu com Jean, do São Paulo. Punido inicialmente com três partidas pela expulsão contra o Grêmio, Jean foi julgado pela segunda vez e sua pena acabou reduzida para um jogo. Detalhe: ele já havia cumprido dois, ou seja, desfalcou sem precisar o São Paulo diante do Botafogo, graças à demora do segundo julgamento. É uma coisa irritante e inexplicável: tudo é motivo para acionar o STJD, que ganhou tanta notoriedade quanto um gol de placa, uma defesa improvável, um jogo inesquecível. Seus quinze minutos de fama já viraram horas, dias, todos os meses de duração do Campeonato Brasileiro. No clássico Corinthians vs. Palmeiras, Marcos fez uma falta normal em Jorge Henrique, sem a menor violência. Só foi expulso porque era o último homem antes de o atacante chegar ao gol. E não é que ele foi indiciado e julgado por uma besteira? Foi absolvido, mas só faltava o STJD condená-lo. A entidade também tem o péssimo hábito de julgar decisões que não foram tomadas pela arbitragem, como levar às barras dos tribunais um jogador que nem recebeu cartão vermelho em determinado jogo. É o típico caso de quem quer ser mais realista do que o rei. Quem são os integrantes do STJD? Para quais times torcem, será que têm algum tipo de interesse dependendo do julgamento? Um deles disse a Vágner Love que seria melhor se ele tivessse trancinhas rubro-negras e não verdes. Comentário imbecil, desnecessário e que mostrou a "isenção" do sujeito. E aquelas punições de duzentos e tantos dias que só ficam na ameaça, mas, quando acontecem, são reduzidas a pó? Até que essa decisão ocorra, no entanto, o STJD já conseguiu o que queria: ganhar espaço na mídia. Toda a semana é a mesma coisa: torcedores, clubes, imprensa esperando os próximos passos dos digníssimos senhores do STJD que, a postos para definir o destino dos jogadores, se julgam acima do bem e do mal. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 23h00
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Goleado, Flu se complica O Fluminense não conseguiu nem tentar segurar a LDU. Levou uma goleada histórica por 5 a 1 na primeira partida da final da Copa Sul-americana. Praticamente deu adeus ao título. Certamente desgastado pela sequência de jogos do Campeonato Brasileiro e da Sul-americana, agravada pelos efeitos que a altitude provoca, o Fluminense até que surpreendeu: aos 30 segundos do primeiro tempo, aproveitando o rebote de um chute de Fred, Marquinho fez 1 a 0. A partir daí, só deu LDU. O time equatoriano tratou de dar velocidade ao jogo, sabendo das limitações físicas do adversário, e conseguiu virar a partida, com três gols de Edison Mendez, um de Salas e um de De La Cruz. Na próxima quarta-feira, o Flu e LDU voltam a se enfrentar no Maracanã. É difícil imaginar que o Tricolor tenha condições de reverter tamanha vantagem equatoriana. Ele pode entrar em campo um pouco mais animado se vencer o Vitória, afastando-se um pouco mais do rebaixamento, ou em baixo astral, se não vencer os baianos, se aproximando da Série B. O Fluminense queria revidar a derrota sofrida para a LDU na Libertadoes de 2008. Mas é mais provável que continue com o clube equatoriano engasgado na garganta. Já fará muito se continuar na elite do Campeonato Brasileiro. Essa é a prioridade. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 23h47
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Beluzzo, Andrés, Figueiredo: deu a louca na cartolagem Os cartolas do futebol nem sempre (ou poucas vezes) primam por atitudes dignas de elogios. Mas três deles passaram dos limites. Os presidentes Luiz Gonzaga Beluzzo, do Palmeiras, Andrés Sanchez, do Corinthians, e o diretor de futebol do Goiás, Marcos Figueiredo, só devem estar loucos -- não há explicação melhor. Começo por Beluzzo. Está circulando na internet um vídeo do dirigente gravado no dia 17 de outubro em uma festa da torcida Mancha Verde. Nele, empolgado com a derrota do São Paulo para o Atlético Mineiro poucas horas antes, ele grita a plenos pulmões: "Vamos matar os bambi. Eles já morreram hoje. Palestra, Palestra, Palestra". Claro que o mandatário palmeirense não queria fazer apologia à violência -- quer dizer, acho que não. Referia-se, imagino, a deixar o Tricolor para trás no Campeonato Brasileiro, alijar o adversário da disputa. Só não contava que seu time perderia para o Flamengo no dia seguinte. Misturado aos torcedores organizados, Beluzzo agiu como tal. Desrespeitou o São Paulo como o Corinthians já havia feito no seu banquete de aniversário, causando muito constrangimento. Eu, que defendi Beluzzo no episódio Simon -- o pior árbitro da história do futebol brasileiro -- não posso fazer o mesmo agora. Ele não errou somente por ofender o São Paulo. Errou ao estar ali, mostrando que sai diretoria, entra diretoria, todas mantêm uma relação promíscua com as organizadas. De Beluzzo não se esperava isso. Agora Andrés. O presidente corintiano tomou uma decisão deplorável. Disse que a renda da partida contra o Flamengo será repassada para torcidas organizadas que, como atividade paralela, têm escolas de samba. O torcedor que nada tem a ver com as organizadas deve estar reivindicando seu quinhão também. Será que o Corinthians não possui outra prioridade que não seja dar dinheiro para o Carnaval das torcidas? Andrés nunca escondeu que era um torcedor de frequentar a arquibancada. Até aí tudo bem. Só não pode agora misturar as estações. Agindo assim, ele apenas legitima a afirmação de que a Gaviões da Fiel é uma torcida que tem um time e não o Corinthians é um clube que tem uma grande torcida. Por fim, Marcos Figueiredo, que emergiu com uma entrevista polêmica. Disse que o Goiás tem uma dívida de gratidão com o Internacional, porque o Colorado ajudou o clube goiano a permanecer na primeira divisão em 2007. Como assim? O Inter entregou o jogo contra o Goiás para livrá-lo da queda, prejudicando o Corinthians.? Figueiredo continuou: o Inter tem de fazer a parte dele na próxima rodada (vencer o Sport), porque ele exigirá dos jogadores do Goiás todo o empenho para derrotar o São Paulo -- combinação de resultados que ajudaria o clube gaúcho. A diretoria do Inter ficou abismada com a declaraçãodo do diretor. Tentou apagar qualquer impressão de que o time facilitou para o Goiás dois anos atrás. Para o bem de seus clubes, alguns cartolas deveriam andar com esparadrapo na boca. Ou com um bom estoque de pimenta para pararem de falar tanta besteira. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 22h28
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Já pensou se a França for campeã? O gol roubado que classificou a França para a Copa do Mundo da África do Sul continua rendendo muita polêmica. A Fifa já disse que tudo ficará como está, não há como tomar uma decisão nessa altura do campeonato. Mas ela está preocupada. Teme que o baixo nível da arbitragem, generalizado, estrague a festa africana, apague o brilho do Mundial. A Fifa está constrangida e o povo francês mostra um sentimento de desconforto que o acompanhará até o fim da Copa. Já imaginou se a França conquistar o título? Seria uma conquista maculada por uma gol desonesto. Nada será alterado mas, na sua opinião, o que seria mais justo? 1) A realização de um novo jogo 2) Premiar a Irlanda com uma vaga na Copa, que então seria disputada por 33 Seleções 3) Banir o juiz sueco do futebol 4) Punir Henry 5) Nada. A Fifa está correta em deixar tudo como está. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 17h18
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Troféu "O Sapo de Arubinha" - Edição 27 Jobson, a revelação do Botafogo O atacante titular do Botafogo, André Lima, contundido, não pôde entrar em campo hoje para enfrentar o São Paulo. Estevam Soares escalou, em seu lugar, Jobson, 21 anos. O jovem foi o melhor jogador da partida. Fez o primeiro do Fogão, um golaço, e deu muito trabalho para Renato Silva e Miranda. No finalzinho, aos 44 minutos do segundo tempo, novamente deixou a sua marca. Acabou expulso porque tirou a camisa na comemoração. Como não é todo dia que aparece um atacante que deixa a sólida defesa são-paulina atordoada, o troféu da semana vai para Jobson. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 22h38
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Sapeadas * O Fluminense, veja só, depende apenas das próprias forças para fugir do rebaixamento. O time continua protagonizando uma reação espetacular: venceu o Sport em Recife por 3 a 0, com atuação de gala, mais uma vez, da dupla Conca e Fred. O Flu ainda está no G4 no mal, com dois pontos a menos que o Botafogo. Ocorre que Atlético Paranaense e Botafogo, ambos com 44 pontos, têm confronto direto e, claro, um dos dois perderá pontos, o que beneficiará o Flu que, se vencer seus dois últimos jogos, escapa da Série B. O time de Cuca faz, durante a semana, a primeira partida da decisão da Copa Sul-americana contra a LDU, do Equador, uma reedição da final da Libertadores de 2008. Em estado de graça, o Flu pode se manter na Série A e ainda conquistar um título bacana. Nem o mais otimista dos torcedores poderia imaginar algo parecido em uma temporada tão conturbada. * O Internacional está vivo no Campeonato Brasileiro. O Colorado derrotou o Atlético Mineiro por 1 a 0 no Mineirão e saltou para a terceira posição. Ficou numa ótima situação para abocanhar uma vaga para a Libertadores e ainda sonha com a conquista do título. Pega, agora, duas galinhas mortas: Sport e Santo André. Mas, cuidado, as galinhas mortas podem se converter em zebras inesperadas. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 22h23
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Fla só empata... Mais do que nunca, o São Paulo parece o Jason Os jogadores do Flamengo estavam assistindo à partida entre Botafogo e São Paulo no vestiário do Maracanã. Quando Jobson fez 3 a 2 para a Estrela Solitária aos 44 minutos do segundo tempo, a comemoração foi geral. Parecia que o rubro negro já era líder do Campeonato Brasileiro. Mas faltava ainda enfrentar o Goiás dali a poucos minutos. Os quase 80 mil pagantes que lotaram o estádio não contavam com outro resultado, senão a vitória contra um adversário combalido, que fez um segundo turno medíocre. Teoricamente, uma tarefa simples. Festa, pára-quedistas, mosaico... Na hora que a bola rolou, porém, nada foi fácil. O Goiás não só soube fazer uma marcação eficiente em cima dos principais jogadores do Flamengo como também criou chances de sair na frente no placar. No segundo tempo, o Flamengo foi um time angustiado. A torcida, aflita, se calou. Dentro de campo, o imperador Adriano não conseguiu furar o bloqueio da marcação do Goiás e o meia Petkovic até acabou substituído. A diferença entre São Paulo e Flamengo caiu de dois para um ponto. Mas para o Tricolor foi um baita resultado, porque ele continua dependendo só dele. È o que eu costumo dizer: ele perdeu, mas o Fla não ganhou. Tudo dá certo para o São Paulo... O técnico Hélio dos Anjos negou que houve mala branca do São Paulo para os jogadores do Goiás. Segundo ele, seu time correu como nunca no segundo turno porque precisava se redimir da sucessão de maus resultados. No próximo domingo, penúltima rodada do campeonato, justamente as duas equipes se enfrentam no Serra Dourada. Será que os dirigentes do Flamengo aproveitaram e fizeram uma visitinha no vestiário do Goiás no Maracanã? Escrito por Mário Sérgio Venditti às 22h06
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Venenos do Sapo Juizes que arranjam resultados para esse ou aquele clube. Decisões do STJD que procuram ajudar esse ou aquele clube. Mala branca. Jogador ou um elenco que derruba treinador. Entre outras coisas. Por mais que gostemos de futebol, quem não acredita que nele existem fatos obscuros, como os citados acima -- creditando apenas a teorias da conspiração --, então é melhor acompanhar somente os contos de fada. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 21h45
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O maior trabalho do Vasco vai começar agora Estrutura. O técnico campeão da Série B, Dorival Junior, já deu seu recado para o presidente do Vasco, Robeto Dinamite. O time que triunfou na segunda divisão precisa se estruturar para uma pedreira maior: a Série A. O Vasco está sendo despejado do Vasco Barra, centro de treinamento que não pertence ao clube. Além disso, precisará se reforçar para montar um time à altura da primeira divisão. Subir de novo e ficar o campeonato inteiro na corda bamba é tudo que a torcida não quer. Dorival Junior quer resolver sua situação. Renovar seu contrato para realizar um trabalho com condições de enfrentar os futuros adversários da elite do futebol brasileiro. Quer também instalações adequadas. Bons campos de treinamento, equipamentos de preparação e recuperação física. Quer, enfim, que o Vasco continue sendo grande. Dinamite terá de contratar, além de tentar segurar Carlos Alberto, cuja volta para a Alemanha está sendo aventada pelo Werder Bremen no ano que vem. Será difícil. Em que pese o dinheiro que entrou com as cotas de patrocínio e com as boas rendas na Série B, o clube ainda tem dívidas pesadas. Se 2009 foi o ano da superação, 2010 terá de ser o ano da afirmação. Se Dorival perceber que isso não será possível, ele sairá de São Januário, porque mercado não lhe falta no futebol brasileiro. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h19
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Maurício e Obina pagaram o pato pelo fiasco alviverde Muita gente perguntou a mesma coisa: e se a briga fosse, por exemplo, entre Marcos e Pierre, a diretoria palmeirense mandaria os dois embora como fez com Maurício e Obina após a partida com o Grêmio? Bem, em primeiro lugar, não acho que Marcos e Pierre teriam uma atitude tão desequilibrada (Diego Souza já teve, mas com jogador adversário). Na suposição de que no lugar de Obina ou Maurício, lá estivesse Marcos, minha resposta é não: duvido que os cartolas do Palmeiras daria um pé no traseiro de um dos maiores ídolos da história do clube. O papinho do diretor de futebol, Gilberto Cipullo, de que em primeiro lugar está a entidade, seja qual for o jogador, funciona em termos. A corda sempre arrebenta no lado mais fraco e estamos falando de dois atletas que não têm história no Palmeiras. Por isso, tomar uma decisão tão radical acaba ficando mais fácil. O Palmeiras não tinha intenção de contratar Obina em definitivo, embora a maior parte da torcida adore o atacante. Ele é limitado tecnicamente, mas luta muito em campo e os torcedores souberam reconhecer essa virtude. Mas a diretoria aproveitou o episódio da briga para despachá-lo antecipadamente ao Rio de Janeiro. Maurício é prata da casa e o clube pode estar rasgando dinheiro se simplesmente demiti-lo por justa causa. A ideia é emprestá-lo, esperar a poeira baixar e, no futuro, quem sabe, aproveitá-lo novamente. Os dois erraram? Claro que sim. Sem dois em campo, o Palmeiras perdeu qualquer possibilidade, mesmo que remota, de tentar virar o jogo diante do Grêmio. Mesmo assim, não concordo com a decisão da diretoria de marginalizá-los. Eles mereciam uma punição exemplar, inclusive corte nos salários, mas não podem ser responsabilizados pelas desgraças que abateram o time na reta de chegada do campeonato. Foi essa a impressão que a atitude dos diretores passou. Se já não bastasse o elenco limitado, Muricy ficará com duas peças a menos nas duas rodadas finais. Ainda há muito em jogo, não apenas cumprir tabela: a busca pela vaga da Libertadores, agora ameaçada. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 17h54
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Na noite da pancadaria, (mais um) jogo histórico do Flu Foi uma quarta-feira quente, na temperatura fora e dentro de alguns campos. A pancadaria comeu solta em três partidas. Obina e Maurício, do Palmeiras, chegaram às vias de fato, numa cena grotesca na despedida do time no Campeonato Brasileiro. Em Montevidéu, o Uruguai precisava de um empate contra Costa Rica para ir à Copa. O jogo foi tenso o tempo todo. Cotoveladas, tapas, botinadas, reclamações, acusações costa-riquenhas de que o juiz suíço havia sido aliciado pelos uruguaios. Perdi as contas de quantas vezes jogadores das duas seleções rodearam o árbitro para reclamar de alguma coisa. Em todos esses momentos estava Lugano, certamente o jogador mais catimbeiro em atividade no mundo. Que sujeito chato! O Uruguai fez 1 a 0, mas o time de Renê Simões empatou em seguida. Paúra no mítico Estádio Centenário, lotado. Se Costa Rica fizesse mais um, despacharia o Uruguai pelo critério de gols marcados fora de casa. Não deu e teve muita gente que saiu de campo com hematomas espalhados pelo corpo. Afinal, o Uruguai foi mais Uruguai do que nunca. Só não esperava enfrentar um adversário que também estava com a faca nos dentes. O jogo mais emocionante, porém, aconteceu no Maracanã, em mais um capítulo da saga de recuperação do Fluminense. Na semfinal da Copa Sul-americana -- que ao contrário do que a maioria prega, é um grande barato -- o Flu garantiu presença na decisão. O Cerro Porteño vencia por 1 a 0 até os 47 minutos do segundo tempo (o mesmo resultado de Assunção), o que levaria a definição para os pênaltis. Mas Gum empatou e, se não bastasse, Alan virou aos 50 minutos. No final, pancadaria generalizada. Os paraguaios dizem que o massagista do Flu provocou, jogou água em quem estava no banco de reservas e foi o pivô da confusão. Jogadores, comissão técnica, bicões, policiais -- todo mundo bateu e apanhou. Menos Fred, que pedia calma a todos. O Flu está na final e ainda tem duas missões espinhosas até o final do ano para dar sua saga como cumprida: ganhar a Sul-americana e escapar do rebaixamento. Se conseguir ambas, Laranjeiras irá beatificar São Cuca e seus onze apóstolos. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h43
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Os brigões e a melancólica despedida do Palmeiras Não bastou perder em campo para o Grêmio por 2 a 0. O vexame do Palmeiras foi além. Ao final do primeiro tempo, quando os jogadores deixavam o campo, o zagueiro Maurício e o atacante Obina discutiram feio e se agrediram. Os demais jogadores ficaram atordoados. O chileno Figueroa, com aquele gesto tradicional dos italianos, de balançar a mão com o dedão grudado nos outros dedos, era o retrato da incredulidade. Ao retornar para o segundo tempo, o juiz Heber Roberto Lopes tomou a decisão acertada. Expulsou os dois. Vágner Love, que iria substituir Obina, continuou no banco. Foi uma imagem curiosa. Como Obina estava no vestiário, quem recebeu o cartão vermelho representando o companheiro foi o capitão Marcos. A cena de pugilato mostrou o desequilíbrio do time palmeirense nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Com nove em campo, coube ao Palmeiras tocar a bola, fechar-se na defesa e ir para o ataque dentro das limitações de sua desvantagem numérica. Muricy escalou Deyvid Sacconi, que não foi bem. O meia não conseguiu "entrar" no jogo e não repetiu as boas atuações de quando entra durante as partidas. Com a derrota, o Palmeiras estacionou nos 59 pontos, despediu-se melancolicamente da briga pelo título e vê ameaçada até mesmo a vaga para a Libertadores -- o que seria uma tragédia para o clube. Já Obina, com o destempero de hoje, decretou sua saída do Palmeiras. Terminado seu empréstimo, em dezembro, a diretoria provavelmente irá devolvê-lo ao Flamengo. Na Gávea, Obina terá de provar que é melhor que o Eto'o se quiser ganhar uma chance de atuar ao lado de Adriano. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 23h50
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