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O jogo do sono: Brasil 1 a 0 O Brasil ganhou de 1 a 0 da Inglaterra e a partida, que fez este blogueiro cochilar em alguns momentos, serviu para ratificar a boa fase de Nilmar com a camisa da Seleção. O placar poderia ter sido maior, não tivesse Luís Fabiano desperdiçado um pênalti. Acontece. Ele tem muito crédito para gastar. Nilmar fez um belo gol de cabeça e Robinho, contundido e vendo o reserva sempre marcando com a camissa amarela, diz que não tem medo de perder a posição. Deveria ter, porque, além de Nilmar estar mostrando uma regularidade fora de série, Robinho não está jogando nada há muito tempo. Ah, a partida também serviu para Dunga colocar em campo Hulk, do Porto. Missão cumprida. O empresário do atacante, cuja convocação surpreendeu, deve estar feliz da vida. O passe do cliente está mais valorizado. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 19h42
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Venenos do Sapo Dentinho foi convidado para fazer uma rápida participação no filme sobre a ex-garota de programa Bruna Surfistinha, que será interpretada por Débora Secco. Cuidado com o papel, Dentinho. A cabecinha retrógrada dos dirigentes brasileiros e a tiração de sarro das torcidas adversários podem fazer muito mal à sua promissora carreira. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h54
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Um filme há muito tempo em cartaz Filme: O Incendiário. Estrelando: Marcos Roberto Silveira Reis. Coadjuvantes: alguns jogadores do Palmeiras que, no entender do ator principal, não estão se empenhando em promover um bom espetáculo para ajudar o time. Em cartaz: em todos os estádios onde o Palmeiras perde um jogo. Sinopse: Marcos tem a missão de guardar o gol do Palmeiras e o faz, na maioria das vezes, como ninguém. É um sujeito simplório, autêntico, amado pela torcida até de outros clubes e adorado -- bota adorado nisso -- pela imprensa. O filme repete a mesma sequência seja qual for o cenário: sempre que o juiz apita o fim do primeiro tempo ou do jogo, um batalhão de repórteres dispara na direção do goleiro, porque sabe que ele é garantia de frases de efeito, principalmente se o time está em desvantagem no placar ou se já perdeu a partida. O personagem central é tão boquirroto que, se bobear, ele até esquece de descer ao vestiário no intervalo. Vira e mexe, algum funcionário do Palmeiras precisa chamá-lo. O roteiro basicamente é o mesmo: se o time está mal, com erros individuais, Marcos solta o verbo. Fala de postura tática, falta de personalidade e empenho aquém do esperado na hora de cada um exercer seus papéis. Vive acendendo o rastilho de pólvora para explodir o ambiente interno do time. A imprensa adora. Marcos rende manchetes, notícias. Um campeão de bilheteria. Marcos é a principal estrela da companhia. Já ganhou a Copa do Mundo e a Taça Libertadores, mas falta-lhe um Oscar: o de campeão brasileiro. Está inconformado pois tem consciência de que esse prêmio ficou mais distante.
Escrito por Mário Sérgio Venditti às 21h32
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Com empate, Palmeiras complica muito sua situação Um paradoxo: o Palmeiras termina o jogo contra o Sport, empate de 2 a 2, na liderança pelo saldo de gols, superior ao do São Paulo. Mas, ao mesmo tempo, complicou muito sua situação no Campeonato Brasileiro. O São Paulo enfrenta o desanimado Vitória no Morumbi no sábado. É favorito absoluto, ou seja, pode abrir três pontos de vantagem sobre o Palmeiras a três rodadas do final. Além de poder superar o saldo alviverde. E se o Flamengo derrotar o Náutico, também ultrapassa o Palmeiras. Ou seja, a situação do time de Muricy é delicada. Ele está prestes a dizer adeus ao Campeonato Brasileiro. O gol do empate de Danilo foi polêmico, porque o Sport alega que antes de o zagueiro finalizar, o juiz Elmo Alves Resende havia apitado. Danilo estava em posição legal, mas pela transmissão da TV Globo, foi possível ouvir claramente o apito do juiz. Se ele marcou impedimento e voltou atrás, prejudicou o Sport que, com o empate, caiu para a Série B. Elmo não seguiu a recomendação da Fifa, de aguardar todo o desfecho do lance. Claro, fica a dúvida: depois do episódio Simon, ele teve medo de anular o gol do empate naquela circunstância? Se não bastasse, o juiz caminhou na direção da área pequena, fazendo menção de que tinha anulado a jogada. E, ao ouvir o apito, os jogadores do Sport pararam. O mundo vai cair sobre o presidente Luiz Gonzaga Beluzzo. Todos cobrarão dele uma posição sobre a atitude de Elmo, após detonar Simon pelo gol que ele anulou de Obina no clássico com o Fluminense. O Palmeiras foi, novamente, irreconhecível no primeiro tempo. O Sport passeou em campo e aos 16 minutos já vencia por 2 a 0. Muricy, fiel ao seu estilo, não mexeu no time. Só fez isso no intervalo, sacando Souza e Sandro Silva e colocando Deyvid Sacconi e Pierre. Os gols demoraram, mas saíram, com Sacconi e Danilo. Não foi o bastante. O empate foi péssimo, porque o Palmeiras terá três pedreiras pela frente: Grêmio, Atlético Mineiro e Botafogo. Líder hoje, mas é preciso reagir e voltar a jogar minimamente bem. Senão, até mesmo a vaga para a Libertadores estará ameaçada. Seria uma tragédia elevada ao quadrado. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 00h16
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Tostão é uma prova de que ainda existe gente lúcida no futebol ”Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas. Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia. O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época. O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias. É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades. A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda. Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria. Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem. Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros. Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.” Tostão Escrito por Mário Sérgio Venditti às 10h03
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Venenos do Sapo Se hoje o ataque do Palmeiras funcionar bem de novo sem Vágner Love -- como ocorreu contra o Goiás -- então dará margem a imaginar que existe, no mínimo, uma má vontade do time com o atacante. Ou que ele está muito longe de se encaixar no esquema de Muricy... Escrito por Mário Sérgio Venditti às 09h52
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Belluzo bem que poderia encontrar Simon na rua Há um argumento na ponta da língua de quem contemporiza a roubalheira de Carlos Eugênio Simon na derrota de ontem do Palmeiras para o Fluminense: "Ah, o Palmeiras foi beneficiado contra o Cruzeiro". Vou além: foi favorecido com um gol de Marcão que não existiu e uma bola defendida por Marcos dentro do gol em partidas do primeiro turno. Mas ninguém fala do pênalti escandaloso de Richarlyson em Diego Souza no empate de 0 a 0 com o São Paulo, também no primeiro turno, e dos dois gols irregulares do Goiás na vitória de 2 a 1 no Serra Dourada. Há outros exemplos, mas o que quero dizer é o seguinte: todos os times são ajudados e prejudicados por erros da arbitragem. E, como já escrevi anteriormente, tem árbitros mal intencionados atuando no Brasil. Mas Simon passou dos limites. Ele não errou: agiu de caso pensado numa fase tão decisiva do Campeonato Brasileiro. A folha corrida desse indivíduo é uma das mais extensas da história do futebol. Ele já prejudicou vários e vários times. Quando a bola de Obina entra no gol, Simon hesita. Dá dois passos para a direita, como se estivesse pensando o que assinalar. E marcou a falta que não existiu. "O Palmeiras jogou mal e mereceu perder. Não dá para culpar o Simon", prosseguem os coleguinhas da imprensa. E daí? O que uma coisa tem a ver com a outra? Mesmo jogando mal há muito tempo, o Palmeiras se manteve na liderança. Um empate ontem era o suficiente para sustentar o time na ponta. Quer dizer que jogar mal faz de um time merecedor das falcatruas de um embuste como Simon? Falaram ainda que nada garante que o gol de Obina daria a vitória ao Palmeiras. O Fluminense poderia empatar e virar. Concordo, mas se alguém tem essa linha de raciocínio, eu também posso achar que, com 1 a 0 no placar, o Palmeiras tinha tudo para golear... É impressionante como a imprensa morde e assopra. O Simon errou, mas.... E o histórico desse cidadão não conta? Alguém crê apenas em falha técnica? O presidente do Palmeiras Luiz Gonzaga Beluzzo deu uma forte entrevista ao jornal Lance! Chamou Simon de vigarista e vagabundo e, se encontrá-lo na rua, vai dar uns sopapos nele. Seria uma surra muito bem dada, por sinal. Em entrevista coletiva hoje à tarde, o dirigente afirmou que entrará na Justiça contra o árbitro por perdas e danos. Não sei o que isso vai dar, eu só penso que Simon deveria ser banido do futebol. Todos os leitores sabem que sou palmeirense e durante a minha vida na imprensa esportiva (3 anos e meio na revista Placar, um ano e meio na Folha de S. Paulo e atualmente como colunista da revista Four Four Two) sempre procurei manter a imparcialidade. Mas não consigo enxergar o que aconteceu ontem com naturalidade. Não dá. Algo escabroso acontece nos bastidores do Campeonato Brasileiro. Algo sujo, podre, que tem o odor de Simon. Ah, a razão... As favas com a razão quando se prejudica toda uma coletividade. Ele não merece mais uma Copa do Mundo. Por Deus, não merece. *** Sempre detestei o trabalho de Simon, por considerá-lo um péssimo árbitro e que age de má fé. Não sou oportunista, que critica um profissional por força do momento. Veja o que escrevi sobre essa figura nefasta no dia 25 de outubro, quando o São Paulo derrotou o Santos: O São Paulo não poderia tropeçar diante do Santos na Vila Belmiro para não se distanciar dos líderes. Em um jogo tão emocionante quanto repleto de lances polêmicos, o Tricolor venceu por 4 a 3, com um gol de falta de Rogério Ceni, que desencantou depois de mais de um ano sem balançar as redes. Rogério acabou expulso por Carlos Eugênio Simon, um dos piores árbitros do país. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 19h24
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Sapeadas * O Flamengo está mostrando muita altivez fora de casa. Já havia derrotado o Palmeiras no Parque Antártica e agora, em outro clássico muito decisivo, voltou a vencer fora do Maracanã. Na partida mais aguardada da rodada, ganhou do Atlético Mineiro por 3 a 1, com mais um gol olímpico de Petkovic. Maldonado e Adriano marcaram os outros gols do Fla, que está mais do que nunca na briga pelo título do Campeonato Brasileiro, a dois pontos do líder São Paulo. * O Fluminense saiu do Maracanã empolgado com a vitória sobre o Palmeiras e a derrota do Santo André para o Corinthians. Mas levou uma ducha de água fria com a vitória do Botafogo em cima do Coritiba por 2 a 0. O Fogão tem cinco ponto a mais que o Flu e não será nada fácil para o time das Larangeiras tirar essa diferença em 12 pontos disponíveis. Mas, como o time está em estado de graça, o milagre é aguardado pela torcida. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 21h32
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Troféu "O Sapo de Arubinha" - Edição 25 Simon, o pior juiz da história do futebol brasileiro Armando Marques, além de afetado, era péssimo. José Roberto Wright era horroroso. José Assis Aragão era incapaz É grande a lista de árbitros ruins ao longo da história do futebol brasileiro. Mas, no meu ranking, ninguém supera Carlos Eugênio Simon, uma praga que deveria ser combatida, um nefasto, omisso, incompetente, mal-intencionado. Esse é o nosso "produto exportação" em termos de arbitragem, que trabalhará em mais uma Copa do Mundo, a terceira. Lamentável. Pelo que ele fez hoje no Maracanã, o troféu no sentido inverso para ele, pelo destaque negativo. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 19h08
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Palmeiras jogo mal, mas perde por culpa do incompetente Simon Um empate bastaria ao Palmeiras contra o Fluminense para manter a liderança do Campeonato Brasileiro em mais uma rodada, ainda mais com a derrota do Atlético Mineiro para o Flamengo, no Mineirão. O problema é que o juiz era o gaúcho Carlos Eugênio Simon que, basta conferir o retrospecto, sempre que apita um jogo do Palmeiras, dificilmente o time vence. Coincidência? No primeiro tempo, Figuerou cruzou, Obina cabeceou e fez o gol. Simon estava muito bem colocado. E, insano como sempre, marcou uma falta inexistente do atacante sobre o zagueiro Maicon. E nem foi uma jogada passível de dúvida. Nem de longe Obina cometeu infração em Maicon. Uma falha grave, como as que acompanham a carreira de um juiz tão incompetente como Simon. Não dá para entender como esse senhor vai atuar em sua terceira Copa do Mundo. A Fifa deve estar louca. Alguém tem coragem de dizer que se trata apenas um erro técnico? Ninguém acha que ele foi mal-intencionado? No segundo tempo, o Palmeiras continuou mal. Vágner Love, ao contrário da partida contra o Corinthians, teve várias chances de dominar a bola e partir para a área. Mas não conseguiu fazer uma jogada sequer. Muricy adotou a decisão mais covarde. Manteve em campo um jogador de nome -- Vágner -- e sacou o lutador Obina para a entrada de Robert, que nem tocou na bola. Tudo em nome da velocidade de Love. O atacante Fred, que teve uma semana maravilhosa (fez o gol que classificou o Flu para a semifinal da Copa Sul-americana diante do Universidade de Chile), assinalou o gol de cabeça que deu a vitória ao Tricolor, que ainda se mantém vivo para fugir do rebaixamento. O Flu jogou melhor e saiu de campo com uma vitória merecida. Mas ela tinha de surgir exclusivamente pelos méritos do time de Cuca e não por um erro grosseiro de um juiz que deveria estar banido do futebol há muito tempo. Será que o gerente do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, continua achando que Palmeiras e Flamengo estão sendo beneficiados no fim do campeonato? Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h52
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