.


O Vasco voltou. Tomara que Eurico nunca mais volte

Numa temporada em que até dois clubes cariocas podem cair para a Série B do Campeonato Brasileiro -- Botafogo e Fluminense -- o Vasco está fazendo o caminho de volta: hoje, com 78 mil pagantes no Maracanã, venceu o Juventude por 2 a 1 e sacramentou o seu retorno à Série B em 2010.

Foi muito merecido, porque, desde que assumiu a presidência do Vasco, Roberto Dinamite está se empenhando em limpar toda a sujeira deixada por Eurico Miranda, acumulada em quase duas décadas de uma administração tenebrosa.

Roberto contratou um técnico sério e dedicado, Dorival Junior, que recusou outros convites para se manter firme na cruzada de fazer subir o time cruzmaltino.

Dorival, dentro das limitações do elenco, chegou às semifinais da Copa do Brasil e vendeu caro a eliminação para o Corinthians -- não perdeu nenhum dos dois jogos.

Montou um time competitivo nos padrões da Série B e asseguurou a vaga por antecipação. Parabéns ao técnico, aos jogadores, à diretoria e também à torcida, que sempre encheu os estádios numa demonstração de fidelidade e apoio ao trabalho de Roberto.

Que os dias de Eurico estejam definitivamente dinamitados da história do Vasco.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h42 [] [envie esta mensagem] []






O fanfarrão do Morumbi

Nos anos 80, Marco Aurélio Cunha era o médico do São Paulo. Um profissional sério que, diante dos microfones, limitava-se a explicar didaticamente as contusões dos jogadores do clube.

Desde que virou gerente, trocando o estetoscópio por um pouco de poder, tornou-se um fanfarrão, cujo maior passatempo é ironizar os adversários. É o arquétipo do são-paulino arrogante.

Marco Aurélio se acha. No ano passado, chegou ao cúmulo de acreditar que poderia resolver o triste episódio da menina Eloá, mantida refém por um marginal que havia pendurado a camisa do São Paulo na janela. Faça-me o favor...

A última de Marco Aurélio: dizer que Palmeiras e Flamengo estão sendo beneficiados na reta de chegada do Campeonato Brasileiro. Lembrou o pênalti defendido por Rogério Ceni contra o Fla, que o juiz mandou voltar, e a falta dura do Danilo em Jorge Henrique, no clássico Palmeiras x Corinthians, que não causou a expulsão do zagueiro.

Ele só esqueceu de falar, só para citar um caso, do pênalti escandaloso de Renato Silva sobre Otacílio Neto, do Barueri, sábado passado.

Inteligente e articulado, Marco Aurélio é orientado a fazer o "serviço sujo" da diretoria do São Paulo. Quando é para botar a boca no mundo, para defender o clube e fazer pressão em cima dos concorrentes, é ele quem aparece. Torna-se uma figura grotesca, um paspalhão.

Mas, como se trata da versão Roque Citadini do Tricolor, sempre terá espaço na imprensa para poder expor suas abobrinhas.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 23h47 [] [envie esta mensagem] []






Quem ganhou e quem perdeu entre os técnicos

A cinco rodadas para o encerramento do Campeonato Brasileiro, vou arriscar fazer um balanço dos treinadores que saíram ganhando ou que ficaram por baixo na competição.

Não quero parecer arquiteto de obra pronta para dar a minha opinião apenas depois da 38ª rodada.

Independentemente de quem será rebaixado ou quais os treinadores que levarão seus times à Libertadores da América, penso que é possível colocar cada um deles na balança de "quem ganhou", "quem perdeu" e quem permaneceu "na mesma".

Não levarei em conta os técnicos que participaram do campeonato, mas que não estão mais nele, como Tite, Márcio Bittencourt e Nelsinho -- até porque, isso pode pressupor que eles perderam.

Vamos lá:

QUEM GANHOU

Ricardo Gomes (São Paulo): assumiu o time um pouco desacreditado, mas exorcizou rapidamente a sombra do antecessor Muricy.

Muricy (Palmeiras): é teimoso e demora a mexer no time, mas com ele o Palmeiras luta até o fim para alcançar o resultado.

Celso Roth (Atlético Mineiro): falta-lhe um titulo expressivo e algo a mais na reta de chegada. Mas ele evoluiu nos últimos tempos e seus times mostram uma regularidade maior.

Andrade: enfim, deixou de ser visto como quebra-galho no Flamengo. O rubro-negro cresceu demais com ele, a ponto de pensar em título.

Silas: sua missão era manter o Avaí na Série A. Conseguiu levando o time a jogar um bom futebol. Está muito cotado no cenário brasileiro.

Adílson Batista (Cruzeiro): contrariando as expectativas, conseguiu reerguer com louvor o Cruzeiro após o trauma da perda da Libertadores.

Luiz Carlos Goiano (Barueri): o Barueri não correu risco de rebaixamento e fez uma campanha digna de...Barueri -- o que não é nada mau.

QUEM PERDEU

Vanderley Luxemburgo (Santos): tornou-se um coadjuvante no Santos. Parece que perdeu a mão.

Péricles Chamusca (Sport): campeão da Copa do Brasil pelo Santo André, chegou do Japão para salvar o Sport. O time não engrenou com ele.

Geninho (Náutico): foi mal no Atlético Paranaense e manteve a baixa no Náutico, que só habitou a zona de rebaixamento.

Sérgio Soares (Santo André): na verdade, ele é vítima do pensamento miúdo do clube que, ao se deparar com uma roubada, acha que Sérgio Soares é a solução dos problemas. Não é.

Paulo Autuori (Grêmio): ficou muito aquém do que a torcida do Grêmio esperava dele. E ainda ninguém conseguiu desvendar por que o time vai tão mal fora de casa.

Ney Franco (Curitiba): deixou o Botafogo e, sob seu comando, o Coritiba -- que não tem um time tão ruim para rondar o rebaixamento -- não para de patinar.

Estevam Soares (Botafogo): estava bem no Barueri, mas preferiu trabalhar num clube de tradição, o Botafogo. Compreensível, mas, nas suas mãos, a Estrela Solitária está no limite de virar uma estrela decadente.

NA MESMA

Mário Sérgio (Internacional): despontou bem na carreira, mas nunca vingou. Manteve a tradição no Colorado.

Antonio Lopes: nada de tão produtivo no Furacão. Só fez o time continuar na corda bamba.

Mano Menezes: o ótimo primeiro semestre equilibrou a discreta campanha no Brasileiro. O Corinthians descartou o campeonato muito cedo. 

Vágner Mancini: saiu de um grande clube, o Santos, e não se destacou no Vitória.

Cuca: o Fluminense está para ser rebaixado, mas Cuca não pode ser sacrificado sozinho. A diretoria é a principal responsável. Está mantendo, porém, a sina de perdedor.

Hélio dos Anjos (Goiás): sustentou a pecha de eterno técnico do Goiás. Teve um ótimo momento no campeonato, mas depois caiu. Ficou onde estava.

E você, o que acha do sobe e desce dos técnicos?

 

 



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h36 [] [envie esta mensagem] []






Ponto valioso dá liderança ao São Paulo

Pelas circunstâncias, o São Paulo conquistou um empate valiosíssimo diante do Grêmio. Primeiro porque o jogo foi no estádio Olímpico, onde o Grêmio costuma derrubar seus adversários.

Segundo porque o São Paulo terminou a partida com oito jogadores, com as expulsões de Borges, Dagoberto e Jean, esta já no finzinho.

Depois que Rafael Marques fez 1 a 0 para o Grêmio, o São Paulo tomou conta do primeiro tempo. Apertou a marcação, sufocou o Grêmio no campo dele e não demorou a empatar, com Dagoberto.

No segundo tempo, os gaúchos buscaram mais o ataque. Reclamaram um pênalti em cima de Fábio Santos (que para mim não foi, salvo alguma câmera de TV me desminta) e pressionou o quanto pode.

Com as entradas de Pereia e Herrera, Paulo Autuori pôs o Grêmio ainda mais no ataque. Os atacantes Borges e Dagoberto, que fez uma falta parecida com a de Danilo do Palmeiras sobre Jorge Henrique, foram expulsos, deixando o São Paulo com nove ainda num momento crucial da partida.  

O Grêmio martelou a área são-paulina, mas não conseguiu marcar o segundo. Com o ponto, o São Paulo assume a liderança isolada e agora torce para o Palmeiras perder para o Fluminense.

A torcida do Corinthians, que não tinha nenhum interesse no resultado da partida, aproveitou para ver com mais atenção o meia Tcheco, que pode jogar no Timão em 2010 a pedido de Mano Menezes.

A reportagem da TV Bandeirantes perguntou a Tcheco antes do jogo se Mano havia conversado com ele. Tcheco não quis responder, o que pode significar que, sim, ele foi sondado pelo alvinegro.

Tcheco fez certo sucesso no sul do país, jogando no Coritiba e no Grêmio. Não se deu bem no Santos. Não vejo nada demais em seu futebol e acho que o Corinthians deveria se empenhar em trazer um meia mais qualificado para a Libertadores do ano que vem.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 23h53 [] [envie esta mensagem] []






]

Olha só quem voltou a jogar bem...

Ronaldinho Gaúcho com a camisa do Barcelona. Quem quiser rememorar os bons tempos do jogador no futebol tem de voltar ao tempo até chegar aos dias de glória em que ele defendia a máquina catalã.

Em 2006, depois da conquista da Champions League, o futebol de Ronaldinho perdeu o viço. Ele mergulhou numa decadência, regada a noitadas e o desinteresse pela profissão.

Fracassou na Copa da Alemanha, quando se preocupou mais em mostrar a marca de seu patrocinador na faixa que usava na cabeça. Nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado, mais uma atuação risível e Ronaldinho subiu ao pódio para receber a medalha de bronze falando ao celular.

Ou seja, além de malograr em campo, teve um comportamento deplorável fora dele.

No Milan, Ronaldinho tornou-se um ex-jogador em atividade. Um rascunho mal acabado de si mesmo. 

Perdeu o lugar na Seleção Brasileira e ninguém -- nem imprensa nem torcedores -- reivindicava seu nome nas listas de Dunga.

Agora, nada como a proximidade de mais um Mundial para fazer um craque acordar para a realidade. Ronaldinho voltou a jogar bem, muito bem, dessa vez com a camisa do Milan.

No sábado, ele foi a principal figura da equipe na vitória de 2 a 0 sobre o Parma pelo Campeonato Italiano. A campanha do Milan no calcio ainda é discreta, mas o apetite do meia-atacante não foi nada modesto.

No clássico contra o Real Madrid, pela Champions League, Ronaldinho mais uma vez arrebentou. Os merengues fizeram 1 a 0 e o empate surgiu na cobrança de pênalti de Ronaldinho, que correu, criou e mostrou um entrosamento cada vez maior com Alexandre Pato.

O sumiço de Ronaldinho nada teve a ver com má fase, cansaço ou outro problema qualquer. Era puro desdém e falta de vontade de exercer o que mais sabe fazer, dedicado que estava com as delícias traiçoeiras das baladas.

Não dá para saber ainda se ele renasceu ou se é apenas alarme falso. As boas atuações seguidas, porém, dão alento ao torcedor, de que o Brasil terá mais uma opção para compor seu elenco na África do Sul. 

A Copa de 2002, na Ásia, não foi a de Ronaldinho, mas ele jogou um bolão. Já 2006 é para ser esquecida. Quem sabe ele não esteja se preparando para voltar a ser o melhor do planeta, bem na ocasião do Mundial da África.

Ainda dá tempo, resta saber se Dunga está disposto a pagar para ver.

Você acha que Ronaldinho merece mais um voto de confiança e ser chamado por Dunga? 



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 21h35 [] [envie esta mensagem] []






O Barueri ajudou o São Paulo de caso pensado

O amigo leitor que me desculpe, mas há situações em que não consigo ver mais o futebol com o simples olhar de um romântico amante do esporte. Como se nada estivesse acontecendo por debaixo dos panos.

A história da mala branca do Barueri está atravessada na garganta de muita gente. Principalmente na dos clubes que, a exemplo do São Paulo, lutam pelo título.

O presidente do clube, Walter Sanches, sacou o goleior Renê e o atacante Val Baiano, os dois principais jogadores do time, da partida contra o São Paulo.

Na reta de chegada do Campeonao Brasileiro, beneficiou o Tricolor. E tudo fica ainda mais estranho quando se sabe que Sanches é são-paulino. Sim, o mandatário do Barueri torce para o São Paulo.

Os dois jogadores voltaram a treinar, mas ainda não foi confirmado se enfrentarão ou não o Internacional. Para disfarçar, seria melhor que eles não jogassem. Porque se entrarem em campo, será uma vergonha para o Barueri, um atestado de que Sanches quis ajudar seu amado clube.

Ele agiu de caso pensado. Nada me tira essa convicção.

Se o dirigente condenou a mala branca supostamente dada pelo Cruzeiro, sua atitude foi ainda mais abjeta. O ex-simpático Barueri não merece o presidente que tem.

Um paspalhão que quis jogar para a torcida. A torcida do São Paulo.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 20h58 [] [envie esta mensagem] []






Empate foi lucro para o Palmeiras

O ponto conquistado com o 2 a 2 no clássico contra o Corinthians caiu do céu para o Palmeiras. O líder do Campeonato Brasileiro não jogou nada e o principal culpado por esse fiasco estava fora de campo: Muricy Ramalho.

A teimosia do treinador em não aproveitar Deivid Sacconi chega às raias da insensatez. O meia, cujo estilo é o que mais se aproxima ao de Cleiton Xavier, jogou muita bola contra o Goiás, mas novamente foi esquecido.

Vágner Love hoje fez sua pior partida com a camisa do Palmeiras. Irreconhecível. Há, no entanto, uma razão: a bola não chega para ele, até porque Diego Souza, que poderia municiá-lo, teve uma participação bisonha.

E quem poderia preparar as jogadas para Vágner conferir? Deivid, claro. Mas no segundo tempo Muricy preferiu colocar o apagado Marquinhos, que nada fez.

Os gols do Palmeiras saíram de passes de Figueroa para os zagueiros Danilo e Maurício converterem.

Do outro lado, o Corinthians articulou muito mais jogadas, com tarde inspirada de De Federico e Jorge Henrique. Sorte de Ronaldo, que aproveitou as chances e marcou duas vezes, a primeira de pênalti.

O Palmeiras só é líder por causa do saldo de gols. Muricy elogiou o time que, sim, lutou. Mas tem passado muito sufoco nas partidas porque o técnico vem mexendo mal na equipe.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 23h07 [] [envie esta mensagem] []






Troféu "O Sapo de Arubinha" - Edição 24

Um Fluminense com jeito de grande

Eu estava pronto para dar o troféu da semana para o goleiro Bruno, do Flamengo, que defendeu dois pênaltis de Paulo Henrique Ganso, do Santos.

Não é fácil evitar duas vezes um gol na cobrança de pênalti e, mesmo se mexendo, Bruno teve uma atuação heróica na vitória do Flamengo por 1 a 0.

Mas o Fluminense, tão castigado ao longo do Campeonato Brasileiro, que há muitas e muitas rodadas convive com o rebaixamento, conquistou hoje uma vitória histórica diante do Cruzeiro, no Mineirão.

O Flu perdia por 2 a 0 no primeiro tempo, com direito a pênalti perdido por Wellington Paulista, ou seja, o Cruzeiro poderia sair de campo para o intervalo com 3 a 0.

O Tricolor carioca voltou para o segundo tempo mais determinado e em 13 minutos já havia conseguido o empate. No final, o atacante Fred foi o responsável pela virada.

O Fluminense ainda respira por aparelhos, porém, a sua atuação rememorou gloriosos dias do clube, campeão brasileiro de 1984, tricampeão carioca de 1983, 84, 85.

Humilhado, o Flu ao menos hoje lembrou seus torcedores de que ainda merece ser chamado de grande.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 22h43 [] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 


BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, Homem, de 36 a 45 anos





 
 




SOBRE MÁRIO SÉRGIO
Blog do Ricardo Tadeu
Loucos Pelo Calcio
Blog do Mauro Beting
Blog do Gerson Campos
Blog do Mauro Cezar Pereira
 
 

Dê uma nota para meu blog