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Mala branca é crime?

Que lógica do pensamento humano é essa para determinar que quem aceita um incentivo para ganhar um jogo de futebol também está predisposto a receber a mala preta, ou seja, um pagamento para perder?

Quem é o gênio que pode garantir que honestidade e corrupção, caráter e falta dele, caminham tão juntos? Só pode afirmar isso quem tem esse desvio de comportamento. Cada um deve responder por si.

O Barueri afastou o goleiro Renê o o atacante Val Baiano do jogo com o São Paulo porque eles falaram demais. Reconheceram que pode ter havido mala branca do Cruzeiro para o Barueri vencer o Flamengo. 

Todo mundo sabe e os moralistas de plantão não precisam lembrar: um time quando entra em campo tem a obrigação de lutar, correr, suar para vencer. Mas, Cristo, qual é o problema se há, no meio do caminho, um bônus, um prêmio vindo de terceiros para estimular um pouco mais essa corrida pela vitória?

O futebol está cheio de gente que deveria trabalhar em um convento de carmelitas. Gente hipócrita, piegas e pseudo-ética.

Concordo que talvez Renê e Val Baiano foram ingênuos ao lidar com o assunto. Deveriam ser mais discretos, mas daí o clube afastá-los do Campeonato Brasileiro é ridículo. Justo o Barueri que andou atrasando salários de seus jogadores, um direito sagrado do trabalhador.

Mala branca não é crime. Ninguém está recebendo um valor para perder. Mas o futebol, infelizmente, é um antro de dirigentes idiotizados que, incapazes de gerir seus clubes, adotam a solução mais fácil para aparecer na mídia. Imbecis.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 13h13 [] [envie esta mensagem] []






A volta por cima do Palmeiras

A ansiedade foi o inimigo invisível apontado por Muricy que levou o Palmeiras a desandar no Campeonato Brasileiro durante quatro rodadas.

Com os tropeços dos adversários, os jogadores queriam decidir tudo rapidamente, vencer as partidas de uma vez para abrir boa diferença e aí o caldo entornou.

Ganhou um ponto em 12 disputados, viu (e ainda vê) sua liderança ameaçada e enfrentou o Goiás com uma renúncia que há muito tempo a torcida não via. Não havia para onde fugir: era ganhar ou desistir do título.

A goleada de 4 a 0 deixou muita gente boquiaberta não pela resultado em si, mas como ela foi construída. Foi como se todos resolvessem jogar bem de novo -- até aqueles que geralmente não jogam.

Edmilson saiu contundido e Sandro Silva, que entrou em seu lugar, desempenhou uma marcação implacável. Trancou o meio de campo, mas recebeu o terceiro cartão amarelo e não poderá enfrentar o Corinthians.

O zagueiro Maurício mostrou segurança e Marcão -- veja só! -- fez a sua melhor partida com a camisa do Palmeiras, com dreito a um passe preciso para o quarto gol.

Souza voltou a proteger a defesa lembrando Pierre e, no primeiro gol, ganhou duas divididas na raça antes de servir Obina, o herói da noite.

Obina assinalou três vezes, a exemplo do que havia feito contra o Corinthians no primeiro turno. Não tem jeito, já virou xodó da torcida. É grossão, às vezes tropeça nas próprias pernas, mas jamais se esconde da responsabilidade.

Sem Vágner Love, Muricy escalou Ortigoza que, se não é um grande jogador, é capaz de comer grama para ajudar o grupo. Lutou tanto que saiu de campo consagrado pelos palmeirenses.

O ala chileno Figueroa também voltou a jogar bem e Deivid Sacconi, que enfim entrou em campo, marcou um golaço. Provou que pode ser o sucessor de Cleiton Xavier, enquanto este se recupera de lesão. Basta Muricy ter um pouco mais de confiança nele.

Além da ansiedade, Muricy lembrou que o Palmeiras perdeu peças importante em todos os setores: Maurício Ramos, Pierre, Cleyton e Vágner contra o Goiás, por suspensão.

O elenco tem uma lacuna muito perigosa: se mais um zagueiro se machucar, Muricy terá de improvisar ou aproveitar alguém das divisões de base, uma temeridade na reta de chegada da competição. 

O ambiente não está mais carregado e a goleada fez voltar a autoestima. Mas o clássico com o Corinthians é mais uma pedreira, mais um desafio de superação que o líder terá pela frente.

 



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 17h39 [] [envie esta mensagem] []






@osapodearubinha

(venenos do sapo)

O Cruzeiro desmente ter dado mala branca para o Barueri vencer o Flamengo. E se for verdade, qual é o problema? Imoral é pagar para perder. Na reta de chegada, não há nada demais um candidato ao título dar um incentivo a um time para atrapalhar o caminho de outro favorito. Como tem gente hipócrita no futebol...



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h21 [] [envie esta mensagem] []






O São Paulo vai desgrudar da liderança?

Um clima de funeral tomou conta do vestiário do São Paulo depois da derrota para o Atlético Mineiro. Dez dias depois, o time volta a sorrir -- e na liderança do Campeonato Brasileiro. 

Em uma partida para lá de decisiva, o Tricolor venceu o Internacional por 1 a 0, gol de Washington, e assumiu a primeira posição da competição com 55 pontos, um a mais que o Palmeiras que fará o seu jogo nesta rodada com o Goiás.

Não se pode brincar com o tricampeão brasileiro ou considerá-lo fora do páreo. Em nenhum momento, em nenhuma circunstância.

O time não fez uma exibição primorosa contra o Colorado, mas e daí? Teve uma ótima chance de gol no primeiro tempo e não desperdiçou. Os gaúchos também criaram, mas não converteram.

O São Paulo conheceu alguns tropeços e se reergueu nos dois últimos jogos. É um time que vende caro a perda de um título e quando se agarra à liderança é difícil desgrudar dela.

O time de Ricardo Gomes também foi beneficiado pela derrota do Flamengo para o Barueri (2 a 0), o que deve servir de lição para o próprio São Paulo, porque o Barueri, durante todo o campeonato, tem se mostrado um time aplicado, encardido. São Paulo e Barueri se enfrentam no fim de semana.

O Flamengo viu a sua série de 10 partidas sem derrotas interrompida. E foi ultrapassado pelo Cruzeiro, que venceu o Santo André por 3 a 2 de virada, no Mineirão.

Os jogos de amanhã -- Palmeiras x Goiás e Fluminense x Atlético Mineiro -- desenharão a tabela na 32ª rodada de um campeonato cada vez mais eletrizante. 

Atenção cardíacos: verifiquem se a saúde está em ordem...



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 23h52 [] [envie esta mensagem] []






Sorín, o adeus de um ídolo do Cruzeiro

O torcedor com o controle remoto na mão que está zapeando pela televisão sempre vai "estacionar" quando vê determinados jogadores (ou ex) na tela: o goleiro Marcos, simplório e contador de causos, é um deles. O irreverente Vampeta é outro. Há um terceiro que merece a parada obrigatória por ser uma figura cativante: Sorín.

Juan Pablo Sorín fez história no Cruzeiro. Teve três passagens na Toca da Raposa, mas foi na primeira que construiu sua biografia no clube. Disputou 111 partidas entre 2000 e 2002, tempo suficiente para ser aclamado como o melhor lateral-esquerdo do Cruzeiro em todos os tempos.

O craque argentino teve mais duas passagens: em 2004 (apenas nove partidas)  e desde 2008, quando as contusões se tornaram seu marcador mais implacável. A rigor, Sorín já abandonou os gramados, mas fará uma despedida oficial no dia 4 de novembro, em partida festiva com o Argentino Juniors, no Mineirão.

Muitos clubes tiveram argentinos queridos. O Santos não esquece do zagueiraço Ramos Delgado, o Palmeiras amava Artime, o São Paulo é eternamente grato a Poy, Flamengo e Fluminense dividem sua paixão por Doval, o Atlético Mineiro adorava as diabruras de Ortiz, o Corinthians idolatra Tevez e o próprio Cruzeiro mantém Perfumo na memória.

O simpático e articulado Sorín integra essa galeria. Ele defendeu várias camisas, como River Plate, Juventus, Barcelona, Lazio, Villareal e Hamburgo. Mas sua mais forte identificação se deu com o Cruzeiro. Virou um torcedor fanático, a ponto de frequentar as arquibancadas para prestigiar o clube e gritar o nome de seus colegas.

Aos 33 anos, fará sua última partida. Depois, se tornará um ilustre personagem da trajetória cruzeirense em que ele -- Sorín -- foi uma de suas estrelas mais fulgurantes nos últimos anos.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 22h39 [] [envie esta mensagem] []






A importância do conjunto no Campeonato Brasileiro

O Campeonato Brasileiro de pontos corridos está ratificando, ano a ano, a importância de um conjunto bem entrosado. De todos os times com chances de ganhar o título, não há nenhum que tenha "o" jogador, aquele craque que rodada após rodada faça a diferença sozinho.

Nem Diego Souza, em seus melhores dias, nem Petkovic, que está numa fase espetacular, nem Adriano, que parece assustar os marcadores com sua massa muscular, estão levando individualmente seus times às primeira posições.

Concordo que sem eles Palmeiras e Flamengo talvez não estivessem no topo, mas não se pode dizer que sejam os responsáveis únicos pelas boas fases das equipes. A gente constantemente lembra de Neto, que conduziu o Corinthians à glória de 1990, como um craque que conquistou sozinho um campeonato para seu clube. Mas esses dias estão cada vez mais no passado.

Sempre um time vencedor terá alguém em excelente fase (Hernanes em 2008 é um exemplo), mas o que prevalece é o conjunto. E conjunto não representa, obrigatoriamente, elenco. Porque, na minha opinião, nenhum candidato ao título tem um elenco com peças de reposição à altura na maioria das posições. 

Os técnicos já perceberam isso e tentam fazer um limonada com os limões que possuem em um campeonato tão longo quanto o Brasileirão. Nem sempre é fácil, porque é preciso variar um pouco o repertório para não ficar marcado pelos adversários.

Vide o caso do Palmeiras. Quando o inimigo consegue anular Diego Souza e Cleiton Xavier -- agora machucado -- a criatividade do time de Muricy se reduz a quase zero.

De toda forma, os treinadores têm a difícil tarefa de fazer o time embalar. E quando se faz necessário mudar algumas peças, as que entram devem exercer o mesmo papel na engrenagem. Esse é o desafio, caso contrário, o resto do time sente o baque e a coisa desanda.

Palmas para quem chegou até aqui com possibilidades de levantar a taça. O São Paulo, com a credencial de um tricampeonato, é o que mais pode discorrer sobre a força de seu conjunto.

O Inter tomou uma atitude drástica ao demitir Tite e agora vê Mário Sérgio com boa campanha e fazendo bom uso de algo que o Colorado sempre anunciava ter: conjunto.

O Atlético Mineiro confia na boa fase de Diego Tadelli, mas também afirma que seu principal jogador é a força do time como um todo, ainda mais com as chegadas de Correa e Ricardinho, que deram mais consistência ao esquema de Celso Roth. Idem para o Cruzeiro, com Gilberto.

O Flamengo, de Andrade, tem a seu favor o ótimo momento vivido por Adriano e Pet, que começaram a jogar um bolão por causa do suporte do conjunto e não o contrário.

E, por fim, o Palmeiras, o time que está na contramão dos demais. Enquanto todos subiram, o alviverde caiu demais nas quatro últimas rodadas. Mas uma vitória contra o Goiás pode reverter o o cenário novamente.

Craques são fundamentais, claro. Mas, no futebol de hoje, eles também têm a obrigação de jogar em função do conjunto. E não mais o inverso. Nunca o futebol foi tão coletivo como agora.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 21h51 [] [envie esta mensagem] []






@osapodearubinha

(venenos do sapo)

Hulk na Seleção. Mais uma cretinicie do incrível Dunga...



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 15h11 [] [envie esta mensagem] []






Quem será o campeão brasileiro?

Agora sim. O Palmeiras perdeu a boa diferença que tinha sobre os rivais e Atlético Mineiro, São Paulo, Internacional, Flamengo e até Cruzeiro chegaram. O Goiás, com todo respeito, está ficando no meio do caminho.

São esses seis clubes que brigarão pelo título nas sete últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. 

Qual é o seu palpite? Quem será o campeão?

Quando o Palmeiras contratou Vágner Love, disse que com esse reforço o alviverde seria o vencedor. Por uma questão de coerência, continuo acreditando nisso.

E você? Deixe aqui a sua aposta.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 17h05 [] [envie esta mensagem] []






Sapeadas

* O São Paulo não poderia tropeçar diante do Santos na Vila Belmiro para não se distanciar dos líderes. Em um jogo tão emocionante quanto repleto de lances polêmicos, o Tricolor venceu por 4 a 3, com um gol de falta de Rogério Ceni, que desencantou depois de mais de um ano sem balançar as redes. Rogério acabou expulso por Carlos Eugênio Simon, ums dos piores árbitros do país. Agora, o São Paulo pega o Internacional na quarta-feira, no Morumbi, um chamado clássico de seis pontos, porque o Colorado também venceu no fim de semana.

* O Inter se deu bem no duelo contra o grande rival Grêmio. No Beira-Rio, o time de Mario Sergio tinha a obrigação de vencer para se manter na luta pelo título. O gol da vitória saiu num chute fora da área de D'Alessandro, sem tanta força, mas que o goleiro Victor aceitou. O aproveitamente abaixo da crítica do Grêmio fora de casa ao longo do campeonato afastou o time da briga por uma vaga da Libertadores. Um tema a ser explorada no divã do psicólogo Paulo Autuori.

* A rodada não poderia ter sido pior para o Palmeiras. Se não bastassem as vitórias de Atlético Mineiro, São Paulo e Internacional, o Flamengo também passou pelo Botafogo, no Engenhão. Em excelente fase, o atacante Adriano dominou, superou a marcação de três zagueiros e disparou. No segundo tempo, o "enganeichon" Lúcio Flávio, do Bota, perdeu um pênalti inexistente marcado sobre André Lima.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 20h32 [] [envie esta mensagem] []






Troféu "O Sapo de Arubinha" - Edição 23

Um Santos cada vez mais frágil

Pode-se até argumentar que o péssimo juiz Carlos Eugênio Simon fez uma arbitragem confusa, a ponto do expulso Rogério Ceni fazer um apelo para que ele nunca mais apite uma partida do São Paulo.

Mas, incompetência de Simon (e como alguém ainda defende esse sujeito?) à parte, o Santos mostrou que está se "apequenando" nas mãos do continuísta Marcelo Teixeira, que não sai do poder de jeito nenhum, ao pior estilo Pinochet.

O Santos é um time frágil, violento e que teve um segundo semestre horroroso. O técnico Vanderlei Luxemburgo, ao notar que não faria milagre, há muito tempo vem dizendo que é impossível ambicionar algo com esse elenco. Diz ainda que se a diretoria não elaborar um projeto para 2010, o clube ainda sofrerá muito mais.

O Peixe até tentou resistir frente ao São Paulo. Ficou duas vezes à frente no placar, mas acabou perdendo por 4 a 3.

O troféu "O sapo de Arubinha" às avessas da semana é para o decadente Santos, ladeira abaixo sob o comando de um ditador que não percebe o mal que está fazendo na Vila Belmiro.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 19h14 [] [envie esta mensagem] []




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BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, Homem, de 36 a 45 anos





 
 




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