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Uma convocação, vários sentimentos

A última convocação de Dunga até a chamada final para a Copa do Mundo da África do Sul deve ter causado uma mistura de sentimentos em alguns jogadores -- tanto convocados, como preteridos.

A maior surpresa da lista é Gilberto. Desde que regressou ao futebol brasileiro, ele está batendo um bolão no Cruzeiro. A dúvida é se ele ainda tem cacoete para atuar na ala esquerda, porque há muito tempo vem jogando como meia.

Se de um lado a convocação trouxe esperança a Gilberto de disputar o Mundial, do outro causou desalento em André Santos.

O lateral do Fernerbahce, que viveu sua melhor fase no Corinthians, participou da Seleção Brasileira de Dunga, mas agora, aos 40 do segundo tempo, ficou de fora.

Isso é capaz de derrubar o moral de muitos jogadores, basta relembrar o episódio Gustavo Nery, em 2006. Ele tinha certeza de que estaria na Alemanha, mas acabou esquecido por Carlos Alberto Parreira. Entrou numa espiral sem fim.

O zagueiro Miranda, que recusou sair do São Paulo por causa da Seleção, ficou de fora. Dunga deu uma chance para Thiago Silva, que vem bem no Milan.

O zagueiro tricolor deve estar com medo de justamente agora sair do grupo. Ele que abriu mão de faturar uma bolada na Alemanha.

Alívio. Esse é o sentimento de Felipe Melo ao ouvir seu nome pronunciado pelo técnico. Descoberto por Dunga para a Seleção, Felipe até que teve bons momentos.

Hoje, porém, está sendo tragado pela má fase da Juventus. Não está jogando nada e sua convocação parece mais um voto de confiança do mestre.

Nem falo de Robinjo porque, conforme escrevi antes, nunca esteve ameaçado. Domingo passado, carimbou de vez seu passaporte depois do clássico entre Santos e São Paulo.

A lista de Dunga para o amistoso contra a Irlanda, dia 2 de março, provocou desalento para três jogadores de ataque: Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato.

Não há nem o que discutir sobre Ronaldo. Ele é bom para o Corinthians, então que fique em seu clube, porque seria uma sacanagem cortar Adriano ou Nilmar em prol do Fenômeno.

Ronaldinho ameaçou encontrar seus melhores dias, mas depois que o Milan perdeu da Internazionale a euforia em torno de seu nome desbotou. Terá que jogar muito -- mas muito mesmo -- para participar de sua terceira Copa.

Alexandre Pato, não é de hoje, deixou passar sua maior chance. Encontra-se na mesma situação de Ronaldo. Não, não está bem acima do peso, mas também seria uma injustiça sem tamanho riscar Adriano ou Nilmar por sua causa. 

O grupo de Dunga está cada vez mais fechado. Quem não entrou até agora, dificlmente terá essa oportunidade.

O que você achou da lista do treinador?



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h52 [] [envie esta mensagem] []






Uma convocação, vários sentimentos

A última convocação de Dunga até a chamada final para a Copa do Mundo da África do Sul deve ter causado uma mistura de sentimentos em alguns jogadores -- tanto convocados, como preteridos.

A maior surpresa da lista é Gilberto. Desde que regressou ao futebol brasileiro, ele está batendo um bolão no Cruzeiro. A dúvida é se ele ainda tem cacoete para atuar na ala esquerda, porque há muito tempo vem jogando como meia.

Se de um lado a convocação trouxe esperança a Gilberto de disputar o Mundial, do outro causou desalento em André Santos.

O lateral do Fernerbahce, que viveu sua melhor fase no Corinthians, participou da Seleção Brasileira de Dunga, mas agora, aos 40 do segundo tempo, ficou de fora.

Isso é capaz de derrubar o moral de muitos jogadores, basta relembrar o episódio Gustavo Nery, em 2006. Ele tinha certeza de que estaria na Alemanha, mas acabou esquecido por Carlos Alberto Parreira. Entrou numa espiral sem fim.

O zagueiro Miranda, que recusou sair do São Paulo por causa da Seleção, ficou de fora. Dunga deu uma chance para Thiago Silva, que vem bem no Milan.

O zagueiro tricolor deve estar com medo de justamente agora sair do grupo. Ele que abriu mão de faturar uma bolada na Alemanha.

Alívio. Esse é o sentimento de Felipe Melo ao ouvir seu nome pronunciado pelo técnico. Descoberto por Dunga para a Seleção, Felipe até que teve bons momentos.

Hoje, porém, está sendo tragado pela má fase da Juventus. Não está jogando nada e sua convocação parece mais um voto de confiança do mestre.

Nem falo de Robinjo porque, conforme escrevi antes, nunca esteve ameaçado. Domingo passado, carimbou de vez seu passaporte depois do clássico entre Santos e São Paulo.

A lista de Dunga para o amistoso contra a Irlanda, dia 2 de março, provocou desalento para três jogadores de ataque: Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato.

Não há nem o que discutir sobre Ronaldo. Ele é bom para o Corinthians, então que fique em seu clube, porque seria uma sacanagem cortar Adriano ou Nilmar em prol do Fenômeno.

Ronaldinho ameaçou encontrar seus melhores dias, mas depois que o Milan perdeu da Internazionale a euforia em torno de seu nome desbotou. Terá que jogar muito -- mas muito mesmo -- para participar de sua terceira Copa.

Alexandre Pato, não é de hoje, deixou passar sua maior chance. Encontra-se na mesma situação de Ronaldo. Não, não está bem acima do peso, mas também seria uma injustiça sem tamanho riscar Adriano ou Nilmar por sua causa. 

O grupo de Dunga está cada vez mais fechado. Quem não entrou até agora, dificlmente terá essa oportunidade.

O que você achou da lista do treinador?



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h52 [] [envie esta mensagem] []






Troféu "O Sapo de Arubinha" - Edição 34

Invictus emociona em ano de Copa

Nesta semana, vamos fazer uma premiação diferente. Ela terá um tom mais cultural.

O troféu O Sapo de Arubinha vai para o filme Invictus, que assisti neste fim de semana.

Ele nem sequer fala de futebol, mas de rugbi e retrata um fato real, ocorrido nos anos 90.

Dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Morgan Freeman, perfeito no papel de Nelson Mandela, e Matt Damon, Invictus emociona ainda mais porque se passa na África do Sul pós-apartheid, ou melhor, tentando sair dele, sob os novos ares do presidente Mandela.

Com o apoio decisivo de Mandela, a equipe da África do Sul -- chamada de Springboks -- foi campeã mundial de rugbi em 1995, saindo do descrédito e chegando à decisão contra os favoritos da Nova Zelândia, os All Blacks. Imperdível. Filme digno de Oscar, mas que terá a ingrata missão de derrotar Avatar.  

Pena que a seleção de futebol da África do Sul não tenha a mesma chance na Copa do Mundo que começa em junho. Mas o show que os sul-africanos -- negros e brancos juntos -- farão nas arquibancadas será tão emocionante quanto o que aparece no filme.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 21h58 [] [envie esta mensagem] []






Dupla Robi-Mar detona São Paulo

O clássico San-São foi da dupla Robi-Mar, Robinho e Neymar.

O Santos venceu por 2 a 1 com gols de Neymar e, no segundo tempo, de Robinho -- um golaço, um gol de letra.

O Peixe abriu o placar depois de um pênalti duvidoso em Arouca. Posso até mudar de ideia vendo o lance por outro angulo, mas não estou convencido de que houve falta no volante santista. Neymar deu uma paradona, jogou Rogério Ceni para o lado direito e tocou no esquerdo.

Rogério ficou invocado e no intervalo disse a Neymar para aproveitar e fazer isso agora, porque na Europa os árbitros não permitem o recurso. O menino da Vila levou na brincadeira, mas poderia ter respondido que Rogério também sempre se mexe nas penalidades.

O São Paulo empatou no segundo tempo com Roger de cabeça. Dagoberto se machucou e não pode ajudar tanto o Tricolor, que levou mais perigo quando Hernanes e Marcelinho Paraíba partiram para as jogadas individuais.

Antes de marcar, Robinho já havia ensaiado duas tabelinhas com Neymar. Numa delas, o número 7 fez o passe a Neymar, recebeu de volta e chutou cruzado. Rogério, com a ponta dos dedos, desviou para escanteio.

A jogada consagradora aconteceu aos 40 minutos. Zé Eduardo avançou, tocou para Wesley que avaçou pela direita e cruzou a meia altura. Robinho, de letra, marcou um golaço.

Robinho manteve o ótimo retrospecto contra o São Paulo. Em onze partidas, venceu sete, empatou uma e perdeu apenas três. Jogou com apetite, disposição, motivação,

Se continuar assim, a dupla Robi-Mar, mais o meia Paulo Henrique Ganso, poderão sim formar um Santos campeão. Que Robinho pense no momento apenas no Santos e deixe a Seleção Brasileira para daqui três meses.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 20h00 [] [envie esta mensagem] []






O San-São de Robinho. O será de Neymar? Ou de Dagoberto?

Cerca de 10 mil ingressos para o clássico São Paulo vs. Santos foram vendidos antecipadamente. Uma forte razão para que isso tenha acontecido é a reestreia anunciada de Robinho, embora é possível que ele comece no banco de reservas.

Robinho não sabe o que é jogar bem há muito tempo. Quem sabe no Brasil ele reencontre a alegria de jogar futebol -- como se atuar na Europa fosse motivo de tristeza. 

O atacante é presença certa na Copa do Mundo, mas não podia mais ficar encostado no Manchester City em ano da maior competição do planeta.

Tomara que, em sua casa original, ele volte a mostrar o seu jeito moleque em campo, e não fora dele, onde insiste em manter algumas imbecilidades, como esfregar pedaços de bola no rosto de um aniversariante, caso de Neymar na sexta-feira. Coisas de quem teima em não crescer para a vida. Isso ajuda a explicar a má fase no futebol europeu.

Por falar em Neymar, o jogador que completou 18 anos também é um dos personagens principais do clássico. Por enquanto, Neymar é o melhor jogador do Campeonato Paulista.

Lançado no Paulistão de 2009, ele fez um ótimo campeonato, mas apagou-se no Brasileiro. Sentiu a responsabilidade de ser o sucessor do próprio Robinho na Vila Belmiro.

Com a chegada do sensato Dorival Junior, o futebol de Neymar explodiu de novo e agora poderá formar um invejável trio ao lado de Paulo Henrique Ganso e Robinho.

Tomara que ele tenha juizo. Há quem defenda sua ida à Seleção Brasileira ou uma transferência rápida para a Europa. O pai de Neymar já teve o bom senso de retornar ao Brasil com o garoto depois de avaliar que ainda não era hora de ficar no Real Madrid.

Mas não será fácil aplacar a fúria insana do empresário Vágner Ribeiro. Aliás, é uma pena que Neymar seja empresariado por essa cidadão, que não se importa com a carreira de seus atletas, mas sim com os euros que o tornam ainda mais rico.

Do lado tricolor, o São Paulo tem também seus trunfos. O maior deles é Dagoberto, que está em estado de graça. Dagoberto fez um Cammpeonato Brasileiro excelente, pisou na bola ao ser expulso contra a Portuguesa na estreia do Paulistão, foi multado pelo clube e retornou tinido à equipe.

Exceto pelos arroubos de fominha, Dagoberto joga muito.

Se a defesa são-paulina terá de redobrar o cuidado para vigiar Neymar e Robinho, a zaga santista também deverá se precaver, marcando Dagoberto com eficiência.

Na sua opinião, que vence o clássico?



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 11h56 [] [envie esta mensagem] []






A frustração do palmeirense não tem fim

Em menos de quatro meses o Palmeiras só deu desgosto a seu torcedor.

Primeiro, foi a queda vertiginosa no Campeonato Brasileiro. De líder, o time nem sequer chegou à Libertadores.

Vieram as férias e a equipe não ganhou grandes reforços, Ao contrário, se desfez de Vágner Love. O Campeonato Paulista começou, o Palmeiras patinou e perdeu uma de suas poucas alegrias atuais: o tabu de mais de três anos em cima do Corinthians.

A novela das decepções ganhou mais um capítulo com o empate de 1 a 1 com a Portuguesa no Parque Antártica.

A contratação do meia Lincoln, do Galatasaray, também frustrou um pouco o torcedor, que esperava nomes de impacto, que cheguem para resolver.

Mas o centroavante, até agora, nada.

Muricy está de saco cheio. Não quer mais comentar sobre contratações em público mas, a cada partida do Palmeiras, ele vê como o time está frágil, vulnerável.

Não está conseguindo reerguer a moral do elenco. Parece que não está dando liga, como ele mesmo explicou o motivo de sua saída do São Paulo: não estava dando mais liga com o grupo.

O futebol dá muitas reviravoltas, porém, só é possível imaginar o Palmeiras reencontrando as vitórias com reforços de verdade, e não com paliativos que não dão o resultado esperado.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 22h35 [] [envie esta mensagem] []






 

Mauro Cezar: "O elenco do Fla é dos melhores e o time ganha ainda mais com Vágner Love" 

 

 

Não espere de Mauro Cezar Pereira a contundência de um jornalista apaixonado quando fala de seu clube de coração, como aqueles que mal conseguem disfarçar que, acima de tudo, são torcedores antes de analistas.

 

Apesar de seu amor pelo Flamengo, o comentarista dos canais por assinatura ESPN mantém um saudável distanciamento ao avaliar não só o rubro-negro, mas qualquer time do Brasil ou de outro país, visto que se trata de um especialista também do futebol internacional.

 

Mauro aprova o elenco do Flamengo para tentar o seu segundo título da Libertadores, mas diz que o time precisa tomar alguns cuidados, conforme destacou ao blog. 

 

Mauro, o Flamengo é considerado um dos favoritos para ganhar a Libertadores e ainda se reforçou com Vágner Love. Na sua opinião, faltam algumas peças ou o elenco está pronto?

O elenco é dos melhores e o time ganha com a chegada de Vágner na vaga de Zé Roberto. Love é mais goleador, tem características que complementam Adriano e mostrou no Fla-Flu que é capaz de ajudar a defesa e a marcar, como o antigo titular fazia em alguns momentos. Falta apenas a volta de Maldonado, contundido. Além disso, ao contrário do que aconteceu na arrancada para o título brasileiro, Andrade agora pode contar com um dos melhores meias/volantes do país, Kléberson.

Quais foram os erros cometidos no passado (contra o América do México, por exemplo) que não podem ser repetidos agora?

E preciso estabelecer prioridades claras, mesmo que os fãs dos estaduais protestem. E não é admissível que ocorram brigas entre técnico e jogador, como a ocorrida entre Juninho Paulista e Ney Franco em Montevidéu, em 2007.

Você acha que o time deve desconsiderar o Campeonato Carioca (e depois o Brasileiro) ou dá para levar bem os dois campeonatos ao mesmo tempo?

Sete dos últimos 11 campeonatos do Rio foram para a Gávea. Mesmo sendo um inédito tetra, se o Flamengo for campeão em 2010, não há como comparar com a perspectiva de uma segunda Libertadores. Se der para levar os dois, ok, mas a prioridade tem que ser o torneio internacional.
 

A seu ver, torcida ajuda a vencer uma partida? Nesse caso, a massa rubro-negra pode empurrar o time?

Ajuda se lotar o Maracanã e tiver paciência em momentos difíceis, que numa Libertadores ocorrem até diante de times desconhecidos.

Marcio Braga é macaco velho: sua presença poderia ajudar muito o clube na Libertadores ou isso não tem nada a ver e a Patrícia Amorim pode resolver possíveis problemas durante a competição (questões ligadas à arbitragem, por exemplo)?

Márcio estava afastado do dia-a-dia do futebol, mas seu pé comprovadamente quente é que pode fazer falta nesse aspecto.

Quais os adversários a serem batidos? Que tal o grupo do Fla na primeira fase?

Grupo relativamente perigoso, mas passar à segunda fase é obrigatório para quem sonha ir longe na Libertadores e tem time para isso. Velez Sarsfield e Estudiantes são os argentinos mais perigosos, além dos times brasileiros, e pode haver alguma surpresa eventual, como Once Caldas, Cruz Azul, Cúcuta, entre outros times que apareceram bem, de repente. Atenção com equipes como o uruguaio Defensor, que é preciso. Em 2007, ele eliminou o Flamengo e caiu ante o Grêmio apenas nos pênaltis.

 



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 16h49 [] [envie esta mensagem] []






A crise entre Flamengo e Pet encobriu a virada histórica no Flu

O Fla-Flu de domingo passado é um daqueles jogos que devem ser lembrados por semanas, décadas. Mas foi ofuscado pela briga entre o meia Petkovic e o vice-presidente de futebol Marcos Braz.

Pet foi substituído no intervalo, bateu boca com Braz e escafedeu-se do Maracanã quando a bola ainda rolava. Foi afastado do time.

Não sei de quem é a culpa, porque a gente só ouve as versões de um lado e de outro. Na verdade, acho que os dois foram intransigentes e não pensaram no Flamengo, no trabalho de seu treinador. Só neles mesmos.

Cabeça quente só provaca atitudes desastradas e a presidente Patrícia Amorim tem de intervir para buscar o melhor para o clube.

Se, por um lado o Flamengo não pode aceitar desaforo de jogador e nem virar seu refém, do outro é triste que dois meses depois da conquista do hexa brasileiro, um dos jogadores que mais contribuirám seja afastado dessa maneira. 

Em vez de Pet x Braz, muito melhor seria falar à exaustão de Fla x Flu.

Uma vitória simplesmente memorável do rubro-negro, que terminou o primeiro tempo apanhando por 3 a 1. Saiu atrás (2 a 0), diminuiu mas levou o terceiro, golpe que poderia desmotivar o time para o segundo tempo.

Mas não. Sabe-se lá o que Andrade disse aos jogadores de tão especial, porque o Fla voltou arrasador. Só ele jogou e marcou quatro gols, sacramentando uma virada espetacular: 5 a 3.

O clássico mais tradicional do Rio me lembrou o clássico mais tradicional de São Paulo, entre Palmeiras e Corinthians, disputado em 1971, o famoso "jogo do Adãozinho".

O Palmeiras abriu 2 a 0, sofreu o empate, fez 3 a 2 e, numa reação espetacular, o Timão empatou e fechou em 4 a 3.

O duelo paulista foi ainda mais dramático que o Fla-Flu. Depois que o Corinthians marcou 2 a 2, na saída de bola o Palmeiras ampliou para 3 a 2. Em seguda, também na saida de bola, o alvinegro igualou novamente.

Era lá e cá, numa partida de prender o fôlego, até que o Corinthians marcou o gol da vitória. Até hoje, ela é lembrada sempre que os dois rivais se enfrentam.

Esse Fla-Flu merece o mesmo tratamento. Deve ser mostrado para as futuras gerações e ser lembrado como uma partida impagável. E não por ter sido o jogo em que Pet foi suspenso porque brigou com um cartola.  



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 15h01 [] [envie esta mensagem] []






Venenos do Sapo

Publicidade na camisa do treinador. E daí?

No início dos anos 80, quando os clubes começaram a estampar publicidade em suas camisas, não havia um torcedor que concordasse com essa "mancha" no manto sagrado do time. Parecia uma heresia. Mas, como tudo na vida, assimilar certas coisas é uma questão de tempo.

A logomarca das empresas naturalmente passaram a fazer parte do uniforme e ninguém mais achou um absurdo. Ao contrário, é um dinheiro muito bem vindo para as agremiações. E todas as lojas de artigos esportivos também vendem as camisas com o "carimbo" no peito.

A publicidade expandiu-se para as costas, ombros, calção, meiões e por aí vai. Agora, a novidade é o técnico Muricy aparecer à beira do gramado com uma camisa anunciando um produto. Os puristas desceram a lenha. Mas eu pergunto: qual é o problema?

Se os estádios já estão devidamente "envelopados" e os jogadores expõem as marcas até em treino, por que não o treinador? O fato de Muricy não ganhar uma porcentagem é outra história, que ele deve negociar com a diretoria do Palmeiras.

Porém, não vejo nenhum mal esse profissional atuar como garoto-propaganda. Sinal dos tempos e os técnicos estão inseridos no contexto, quer queiram ou não. 

Você é a favor ou contra?



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 14h18 [] [envie esta mensagem] []






Claudio Arreguy: "O Cruzeiro não pode cometer o mesmo erro de se deixar intimidar, como no ano passado"

 

Claudio Arreguy é um daqueles jornalistas esportivos que mais parecem uma enciclopédia humana.

 

 

Cruzeirense fanático e editor de esportes do jornal "Estado de Minas", ele preserva a memória futebolística brasileira como poucos.

 

 

No ano passado, ficou com o grito de tricampeão da Libertadores engasgado, mas agora acredita que o time alcançou a maturidade suficiente para não repetir os erros.

 

 

Nas continuação dos bate-papos do blog com jornalistas que torcem para equipes brasileiras que disputarão a Libertadores, Arreguy fala da chance do time Azul.

 

Arreguy, você acha que o Cruzeiro tem um elenco à altura para tentar o título?

Acho que sim, pois manteve a base do ano passado, quando foi vice, e é um time relativamente jovem, com bons laterais, um excelente goleiro, um eficiente zagueiro (Leonardo Silva), ótimos volantes. Pena que o Kléber pode sair do clube, desfalcando o time lá na frente.

 

A próxima pergunta é justamente sobre ele. Vale à pena mantê-lo contrariado no time? Parece que ele já deixou bem claro que prefere sair...

Ele mesmo recusou algumas propostas que não lhe interessaram no ano passado e também não acertou com o Porto nesta semana. Mas admito que dificilmente virará a temporada no clube. Uma pena, porque em forma e concentrado, é jogador acima da média
 
Que erros foram cometidos na final de 2009 e que devem ser evitados agora?

Os erros foram se intimidar com a tradição dos argentinos nesse tipo de competição, não fazer marcação mais em cima do Verón e escalar três jogadores já negociados e pouco comprometidos com o que estava em jogo, como Gérson Magrão, Wagner e Ramires. Três ao mesmo tempo pesam muito. Até o Adílson reconheceu este erro.
 
É justo haver jogo em Potosi, na altitude de 4.100 metros na pré-Libertadores?

Não é justo nem humano submeter um time competir tal atitude. Exige uma mobilização imensa, em tempo que ninguém costuma ter disponível
 
Quais os adversários a serem batidos? Que tal o grupo da primeira fase?

Sem os tradicionais argentinos e a LDU, os adversários são os outros brasileiros, todos fortes, e mais o Estudiantes. O grupo da primeira fase é perigoso, pois conta, além do Cruzeiro (afinal, é impensável imaginá-lo eliminado em casa pelo Potosí), com dois outros campeões de Libertadores (Colo Colo e Vélez Sarsfield).



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 13h48 [] [envie esta mensagem] []






Troféu "O Sapo de Arubinha" - Edição 33

Dodô de novo faz mais três

Tudo bem que o Friburguense não ofereceu a menor resistência, como a maioria dos times pequenos do Rio de Janeiro, mas isso não tira o mérito do atacante vascaíno Dodô, que marcou os três gols na vitória vascaína por 3 a 0.

Dodô é o artilheiro do Campeonato Carioca com seis gols, porque também havia marcado três no Botafogo, domingo passado.

Depois de cumprir uma suspensão de dois anos, o atacante voltou com fome de bola, recebeu um voto de confiança do Vasco da Gama e está correspondendo.

Pela disposição apresentada em campo, refletida em forma de gols, Dodô leva o troféu da semana.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 20h10 [] [envie esta mensagem] []






Corinthians amarra Palmeiras e quebra o tabu

A vitória da determinação. Assim pode ser definido o resultado conquistado pelo Corinthians no clássico com o Palmeiras: 1 a 0, gol de Jorge Henrique logo aos 6 minutos do primeiro tempo, colocando fim a um tabu que durava mais de três anos.

O dérbi tratou de desmentir quem pregava que seria um jogo sem graça. Foi um confronto pegado, com o Corinthians se defendendo na maior parte do tempo, mas trancando sua defesa sem deixar que o Palmeiras criasse tantas chances. E, quando criou, Felipe salvou o Timão.

O Corinthians saiu na frente, pouco depois Roberto Carlos foi expulso injustamente (deveria ter recebido só cartão amarelo) e Mano Menezes conseguiu posicionar seu time com muita eficiência, deslocando Danilo para a lateral esquerda e plantando Ralf à frente da zaga.

Muricy tomou uma atitude surpreendente, em se tratando de Muricy. No primeiro tempo, fez duas substituições. Na primeira, sacou Armero. O lateral já tinha cartão amarelo e, no melhor estilo vaca brava, corria o risco de receber o vermelho.

À beira do campo, o treinador literalmente puxou o jogador para fora, fazendo entrar Wendel. Inconformado, Armero chorou no banco. 

Na outra alteração, Muricy tirou o zagueiro Gualberto e pôs o atacante Daniel Lovinho, substituição completamente inócua.

Daniel Lovinho é fraco tecnicamente e fisicamente. Parece não ter força nem para fazer a bola chegar na área num cruzamento. Sempre que entrou nunca resolveu.

Centroavante é a posição mais carente do elenco alviverde. A diretoria devolveu Obina, dispensou Ortigoza e liberou Vágner Love. Mas não contratou ninguém. Robert não dá conta do recado sozinho e Daniel não tem condições de defender o Palmeiras.

O presidente Luiz Gonzaga Beluzzo promete trazer dois atacantes. Com qual qualidade? Kieza, Velásquez? Valha-me Deus.

Já o torcedor corintiano deve estar feliz com o que vê. Aos poucos, Mano consegue formar o time que disputará a Libertradores, com a zaga já composta com Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos.

O ataque deverá ser Jorge Henrique, Iarley e Ronaldo. A dúvida está no meio. Danilo parece ter lugar garatindo, mas Ralf e Tcheco ainda se esforçam para convencer o treinador de que devem ser titulares.

Mas o Campeonato Paulista é laboratório e Mano ainda tem tempo para definir de vez o time titular.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 19h52 [] [envie esta mensagem] []






Palmeiras x Corinthians sempre tem emoções em jogo

"Dona, a senhora não sabe o que é um Palmeiras e Corinthians", disse, aflito, o técnico do Palmeiras, interpretado por Lima Duarte no primeiro filme Boleiros.

Na véspera do clássico mais importante de São Paulo, ele irrompeu no quarto de uma sirigaita à procura de seu principal jogador, que não estava em seus aposentos no hotel que servia de concentração. Com razão, ele farejou que seu craque teria uma noite maldormida.

Na ficção, o comandante expressava algo que ocorre no mundo real entre as equipes. Sempre -- sempre mesmo -- existe algo em jogo no dérbi paulista, por mais morno que ele pareça. Jogadores podem despontar e ficar famosos do dia para a noite, técnicos caem em desgraça, torcedores elegem seus heróis ou culpados, um dos dois times pode vencer e disparar rumo ao título.

Daqui algumas horas, no Pacaembu, o Timão entrará em campo sem Ronaldo, machucado, mas com Roberto Carlos que durante três anos fez parte dessa história defendendo as cores do Palmeiras. Muricy, por sua vez, faz mistério para escalar o Verdão.

Além dos três pontos que podem conduzir um dos dois à liderança do Campeonato Paulista, há um tabu em jogo: há mais de três anos que o alvinegro não derrota seu maior inimigo. A Fiel não suporta mais essa freguesia.

Os dois clubes promoveram a partida durante a semana. Seus presidentes se encontraram e os ex-craques Ademir da Guia e Rivellino reviveram os tempos em que se enfrentavam em lados opostos -- quando Rivellino ainda se escrevia com um "l" só.

E tem mais um atrativo: finalmente não será repetida aquela bobagem de levar o clássico para Presidente Prudente

Embora mais preocupado com a Libertadores que se avizinha, o Corinthians quer vencer seu arqui-rival de qualquer maneira para dar esse presente à torcida. E o Palmeiras, que corre desesperadamente atrás de um centroavante (Kieza? Marcelo Moreno? Velázquez?), deseja manter o tabu e sustentar a primeira posição no Paulistão.

Portanto, quem acha que o clássico de hoje não vale grande coisa, ou não se importa muito com futebol ou sente a mesma indiferença que a maria-chuteira de Boleiros: definitivamente, não sabe o que significa um Palmeiras e Corinthians.

É melhor passar a tarde de domingo numa eletrizante pescaria.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 01h12 [] [envie esta mensagem] []






A irresponsabilidade de Anderson no Manchester United

Where is Anderson?, quis saber o técnico Alex Ferguson antes de iniciar mais um treino do Manchester United.

Anderson não só havia faltado ao trabalho sem permissão como estava muito longe da Inglaterra. O jogador de 21 anos é mais um que se enquadra no time dos QI de ostra, aqueles que tomam atitudes irresponsáveis, agem com pouca inteligência e prejudicam muito mais a si mesmos do que seus clubes.

Anderson tinha viajado ao Brasil sem autorização do seu empregador, o Manchester. Insatisfeito por não ser titular do time de Ferguson, ele está forçando a barra para sair. É possível que vá jogar no Lyon, da França.

Herói da Batalha dos Aflitos, em 2005, quando fez o gol da vitória contra o Náutico que levou o Grêmio de volta à Série A do Campeonato Brasileiro em uma partida dramática, Anderson talvez pense que é mais jogador do que realmente é.

Anderson adora um toquinho de lado e certamente Ferguson percebeu bem cedo a sua falta de objetividade. Mesmo assim, embora não seja titular, o meia sempre está em campo. Não é o bastante para ele.    

Agora é mais um que deixa o futebol inglês, mais um que deixa Manchester. Depois de Robinho, está chegando a vez de Anderson. E depois perguntam por qual motivo alguns técnicos europeus não aprovam brasileiros em seu elenco.

É fácil entender quando se tem um Anderson no grupo... 



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 23h23 [] [envie esta mensagem] []






Arnaldo Ribeiro: “Se houver outro cruzamento doméstico na Libertadores, a pressão sobre o São Paulo será muito grande”

  

Uma das maiores preocupações do jornalista Arnaldo Ribeiro -- e provavelmente de muitos outros são-paulinos -- é um possível confronto do São Paulo com um clube brasileiro nas fases decisivas da Libertadores. Desde 2006 isso tem acontecido com o Tricolor sempre levando a pior.

 

Comentarista dos canais por assinatura ESPN e redator-chefe da revista PLACAR, Arnaldo acompanha de perto tudo o que se refere ao seu time de coração. Autor do livro "Os 10 Mais do São Paulo", que elegeu os maiores ídolos da história do clube, ele falou ao blog sobre a preparação do São Paulo para competição sul-americana.

 

 

Arnaldo, você acha que o São Paulo montou um bom elenco para a competição? Ainda faltam alguns reforços?

Arnaldo: Acho que montou, sim, um bom elenco, com jogadores experientes, fortes e altos, perfil Libertadores. Mas, alguns desses reforços estão chegando apenas agora. Outra coisa: o São Paulo tem fartura em alguns setores (zaga e meio-campo) e carência em outros. Faltam um lateral-direito, um volante com característica de marcação e mais um atacante (alternativa para o irregular Washington).

 

O fato de o São Paulo tropeçar na reta de chegada nos últimos anos pode atrapalhar o grupo?

Arnaldo: A pressão vai aumentar, sem dúvida. Sobretudo pelo fato de o São Paulo ter sido eliminado sempre por brasileiros nos últimos anos. Se acontecer novo cruzamento "doméstico", a pressão será muito grande, o que pode atrapalhar.

 

Essas contratações à baciada vão dar certo?

Arnado: Acho que darão certo a médio prazo (ou seja, no Campeonato Brasileiro). É difícil imaginar um grupo entrosado já para o Brasileiro, com tantos reforços de última hora.

 

Que cenário você imagina caso o São Paulo não seja campeão? O Ricardo Gomes corre risco de ser demitido?

Arnaldo: Dependendo da eliminação, da fase da eliminação, acho que Ricardo corre, sim, o risco de cair. Mas, mais importante que o resultado, é saber se ele terá condições de comandar um time mais experiente, rodado e reclamão que o do ano passado.

 

Quais os adversários a serem batidos? Que tal a chave do São Paulo na primeira fase?

Arnaldo: Mais do que nunca, os adversários são os brasileiros. Vejo Corinthians e Flamengo num nível superior. Em outro nível, os argentinos Velez, Estudiantes e Newell’s e os outros dois brasileiros, Inter e Cruzeiro. A chave do São Paulo é a mais difícil desde que o clube voltou à Libertadores, em 2004. Terá de fazer viagens longas e jogos complicados, contra Once Caldas e Monterrey. Na minha opinião, terá de vencer os três jogos em casa para se classificar.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 11h59 [] [envie esta mensagem] []




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BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, Homem, de 36 a 45 anos





 
 




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