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Uma convocação, vários sentimentos A última convocação de Dunga até a chamada final para a Copa do Mundo da África do Sul deve ter causado uma mistura de sentimentos em alguns jogadores -- tanto convocados, como preteridos. A maior surpresa da lista é Gilberto. Desde que regressou ao futebol brasileiro, ele está batendo um bolão no Cruzeiro. A dúvida é se ele ainda tem cacoete para atuar na ala esquerda, porque há muito tempo vem jogando como meia. Se de um lado a convocação trouxe esperança a Gilberto de disputar o Mundial, do outro causou desalento em André Santos. O lateral do Fernerbahce, que viveu sua melhor fase no Corinthians, participou da Seleção Brasileira de Dunga, mas agora, aos 40 do segundo tempo, ficou de fora. Isso é capaz de derrubar o moral de muitos jogadores, basta relembrar o episódio Gustavo Nery, em 2006. Ele tinha certeza de que estaria na Alemanha, mas acabou esquecido por Carlos Alberto Parreira. Entrou numa espiral sem fim. O zagueiro Miranda, que recusou sair do São Paulo por causa da Seleção, ficou de fora. Dunga deu uma chance para Thiago Silva, que vem bem no Milan. O zagueiro tricolor deve estar com medo de justamente agora sair do grupo. Ele que abriu mão de faturar uma bolada na Alemanha. Alívio. Esse é o sentimento de Felipe Melo ao ouvir seu nome pronunciado pelo técnico. Descoberto por Dunga para a Seleção, Felipe até que teve bons momentos. Hoje, porém, está sendo tragado pela má fase da Juventus. Não está jogando nada e sua convocação parece mais um voto de confiança do mestre. Nem falo de Robinjo porque, conforme escrevi antes, nunca esteve ameaçado. Domingo passado, carimbou de vez seu passaporte depois do clássico entre Santos e São Paulo. A lista de Dunga para o amistoso contra a Irlanda, dia 2 de março, provocou desalento para três jogadores de ataque: Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato. Não há nem o que discutir sobre Ronaldo. Ele é bom para o Corinthians, então que fique em seu clube, porque seria uma sacanagem cortar Adriano ou Nilmar em prol do Fenômeno. Ronaldinho ameaçou encontrar seus melhores dias, mas depois que o Milan perdeu da Internazionale a euforia em torno de seu nome desbotou. Terá que jogar muito -- mas muito mesmo -- para participar de sua terceira Copa. Alexandre Pato, não é de hoje, deixou passar sua maior chance. Encontra-se na mesma situação de Ronaldo. Não, não está bem acima do peso, mas também seria uma injustiça sem tamanho riscar Adriano ou Nilmar por sua causa. O grupo de Dunga está cada vez mais fechado. Quem não entrou até agora, dificlmente terá essa oportunidade. O que você achou da lista do treinador? Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h52
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Uma convocação, vários sentimentos A última convocação de Dunga até a chamada final para a Copa do Mundo da África do Sul deve ter causado uma mistura de sentimentos em alguns jogadores -- tanto convocados, como preteridos. A maior surpresa da lista é Gilberto. Desde que regressou ao futebol brasileiro, ele está batendo um bolão no Cruzeiro. A dúvida é se ele ainda tem cacoete para atuar na ala esquerda, porque há muito tempo vem jogando como meia. Se de um lado a convocação trouxe esperança a Gilberto de disputar o Mundial, do outro causou desalento em André Santos. O lateral do Fernerbahce, que viveu sua melhor fase no Corinthians, participou da Seleção Brasileira de Dunga, mas agora, aos 40 do segundo tempo, ficou de fora. Isso é capaz de derrubar o moral de muitos jogadores, basta relembrar o episódio Gustavo Nery, em 2006. Ele tinha certeza de que estaria na Alemanha, mas acabou esquecido por Carlos Alberto Parreira. Entrou numa espiral sem fim. O zagueiro Miranda, que recusou sair do São Paulo por causa da Seleção, ficou de fora. Dunga deu uma chance para Thiago Silva, que vem bem no Milan. O zagueiro tricolor deve estar com medo de justamente agora sair do grupo. Ele que abriu mão de faturar uma bolada na Alemanha. Alívio. Esse é o sentimento de Felipe Melo ao ouvir seu nome pronunciado pelo técnico. Descoberto por Dunga para a Seleção, Felipe até que teve bons momentos. Hoje, porém, está sendo tragado pela má fase da Juventus. Não está jogando nada e sua convocação parece mais um voto de confiança do mestre. Nem falo de Robinjo porque, conforme escrevi antes, nunca esteve ameaçado. Domingo passado, carimbou de vez seu passaporte depois do clássico entre Santos e São Paulo. A lista de Dunga para o amistoso contra a Irlanda, dia 2 de março, provocou desalento para três jogadores de ataque: Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato. Não há nem o que discutir sobre Ronaldo. Ele é bom para o Corinthians, então que fique em seu clube, porque seria uma sacanagem cortar Adriano ou Nilmar em prol do Fenômeno. Ronaldinho ameaçou encontrar seus melhores dias, mas depois que o Milan perdeu da Internazionale a euforia em torno de seu nome desbotou. Terá que jogar muito -- mas muito mesmo -- para participar de sua terceira Copa. Alexandre Pato, não é de hoje, deixou passar sua maior chance. Encontra-se na mesma situação de Ronaldo. Não, não está bem acima do peso, mas também seria uma injustiça sem tamanho riscar Adriano ou Nilmar por sua causa. O grupo de Dunga está cada vez mais fechado. Quem não entrou até agora, dificlmente terá essa oportunidade. O que você achou da lista do treinador? Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h52
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Troféu "O Sapo de Arubinha" - Edição 34 Invictus emociona em ano de Copa Nesta semana, vamos fazer uma premiação diferente. Ela terá um tom mais cultural. O troféu O Sapo de Arubinha vai para o filme Invictus, que assisti neste fim de semana. Ele nem sequer fala de futebol, mas de rugbi e retrata um fato real, ocorrido nos anos 90. Dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Morgan Freeman, perfeito no papel de Nelson Mandela, e Matt Damon, Invictus emociona ainda mais porque se passa na África do Sul pós-apartheid, ou melhor, tentando sair dele, sob os novos ares do presidente Mandela. Com o apoio decisivo de Mandela, a equipe da África do Sul -- chamada de Springboks -- foi campeã mundial de rugbi em 1995, saindo do descrédito e chegando à decisão contra os favoritos da Nova Zelândia, os All Blacks. Imperdível. Filme digno de Oscar, mas que terá a ingrata missão de derrotar Avatar. Pena que a seleção de futebol da África do Sul não tenha a mesma chance na Copa do Mundo que começa em junho. Mas o show que os sul-africanos -- negros e brancos juntos -- farão nas arquibancadas será tão emocionante quanto o que aparece no filme. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 21h58
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Dupla Robi-Mar detona São Paulo O clássico San-São foi da dupla Robi-Mar, Robinho e Neymar. O Santos venceu por 2 a 1 com gols de Neymar e, no segundo tempo, de Robinho -- um golaço, um gol de letra. O Peixe abriu o placar depois de um pênalti duvidoso em Arouca. Posso até mudar de ideia vendo o lance por outro angulo, mas não estou convencido de que houve falta no volante santista. Neymar deu uma paradona, jogou Rogério Ceni para o lado direito e tocou no esquerdo. Rogério ficou invocado e no intervalo disse a Neymar para aproveitar e fazer isso agora, porque na Europa os árbitros não permitem o recurso. O menino da Vila levou na brincadeira, mas poderia ter respondido que Rogério também sempre se mexe nas penalidades. O São Paulo empatou no segundo tempo com Roger de cabeça. Dagoberto se machucou e não pode ajudar tanto o Tricolor, que levou mais perigo quando Hernanes e Marcelinho Paraíba partiram para as jogadas individuais. Antes de marcar, Robinho já havia ensaiado duas tabelinhas com Neymar. Numa delas, o número 7 fez o passe a Neymar, recebeu de volta e chutou cruzado. Rogério, com a ponta dos dedos, desviou para escanteio. A jogada consagradora aconteceu aos 40 minutos. Zé Eduardo avançou, tocou para Wesley que avaçou pela direita e cruzou a meia altura. Robinho, de letra, marcou um golaço. Robinho manteve o ótimo retrospecto contra o São Paulo. Em onze partidas, venceu sete, empatou uma e perdeu apenas três. Jogou com apetite, disposição, motivação, Se continuar assim, a dupla Robi-Mar, mais o meia Paulo Henrique Ganso, poderão sim formar um Santos campeão. Que Robinho pense no momento apenas no Santos e deixe a Seleção Brasileira para daqui três meses. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 20h00
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O San-São de Robinho. O será de Neymar? Ou de Dagoberto? Cerca de 10 mil ingressos para o clássico São Paulo vs. Santos foram vendidos antecipadamente. Uma forte razão para que isso tenha acontecido é a reestreia anunciada de Robinho, embora é possível que ele comece no banco de reservas. Robinho não sabe o que é jogar bem há muito tempo. Quem sabe no Brasil ele reencontre a alegria de jogar futebol -- como se atuar na Europa fosse motivo de tristeza. O atacante é presença certa na Copa do Mundo, mas não podia mais ficar encostado no Manchester City em ano da maior competição do planeta. Tomara que, em sua casa original, ele volte a mostrar o seu jeito moleque em campo, e não fora dele, onde insiste em manter algumas imbecilidades, como esfregar pedaços de bola no rosto de um aniversariante, caso de Neymar na sexta-feira. Coisas de quem teima em não crescer para a vida. Isso ajuda a explicar a má fase no futebol europeu. Por falar em Neymar, o jogador que completou 18 anos também é um dos personagens principais do clássico. Por enquanto, Neymar é o melhor jogador do Campeonato Paulista. Lançado no Paulistão de 2009, ele fez um ótimo campeonato, mas apagou-se no Brasileiro. Sentiu a responsabilidade de ser o sucessor do próprio Robinho na Vila Belmiro. Com a chegada do sensato Dorival Junior, o futebol de Neymar explodiu de novo e agora poderá formar um invejável trio ao lado de Paulo Henrique Ganso e Robinho. Tomara que ele tenha juizo. Há quem defenda sua ida à Seleção Brasileira ou uma transferência rápida para a Europa. O pai de Neymar já teve o bom senso de retornar ao Brasil com o garoto depois de avaliar que ainda não era hora de ficar no Real Madrid. Mas não será fácil aplacar a fúria insana do empresário Vágner Ribeiro. Aliás, é uma pena que Neymar seja empresariado por essa cidadão, que não se importa com a carreira de seus atletas, mas sim com os euros que o tornam ainda mais rico. Do lado tricolor, o São Paulo tem também seus trunfos. O maior deles é Dagoberto, que está em estado de graça. Dagoberto fez um Cammpeonato Brasileiro excelente, pisou na bola ao ser expulso contra a Portuguesa na estreia do Paulistão, foi multado pelo clube e retornou tinido à equipe. Exceto pelos arroubos de fominha, Dagoberto joga muito. Se a defesa são-paulina terá de redobrar o cuidado para vigiar Neymar e Robinho, a zaga santista também deverá se precaver, marcando Dagoberto com eficiência. Na sua opinião, que vence o clássico? Escrito por Mário Sérgio Venditti às 11h56
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A frustração do palmeirense não tem fim Em menos de quatro meses o Palmeiras só deu desgosto a seu torcedor. Primeiro, foi a queda vertiginosa no Campeonato Brasileiro. De líder, o time nem sequer chegou à Libertadores. Vieram as férias e a equipe não ganhou grandes reforços, Ao contrário, se desfez de Vágner Love. O Campeonato Paulista começou, o Palmeiras patinou e perdeu uma de suas poucas alegrias atuais: o tabu de mais de três anos em cima do Corinthians. A novela das decepções ganhou mais um capítulo com o empate de 1 a 1 com a Portuguesa no Parque Antártica. A contratação do meia Lincoln, do Galatasaray, também frustrou um pouco o torcedor, que esperava nomes de impacto, que cheguem para resolver. Mas o centroavante, até agora, nada. Muricy está de saco cheio. Não quer mais comentar sobre contratações em público mas, a cada partida do Palmeiras, ele vê como o time está frágil, vulnerável. Não está conseguindo reerguer a moral do elenco. Parece que não está dando liga, como ele mesmo explicou o motivo de sua saída do São Paulo: não estava dando mais liga com o grupo. O futebol dá muitas reviravoltas, porém, só é possível imaginar o Palmeiras reencontrando as vitórias com reforços de verdade, e não com paliativos que não dão o resultado esperado. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 22h35
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Mauro Cezar: "O elenco do Fla é dos melhores e o time ganha ainda mais com Vágner Love"
Não espere de Mauro Cezar Pereira a contundência de um jornalista apaixonado quando fala de seu clube de coração, como aqueles que mal conseguem disfarçar que, acima de tudo, são torcedores antes de analistas.
Apesar de seu amor pelo Flamengo, o comentarista dos canais por assinatura ESPN mantém um saudável distanciamento ao avaliar não só o rubro-negro, mas qualquer time do Brasil ou de outro país, visto que se trata de um especialista também do futebol internacional.
Mauro aprova o elenco do Flamengo para tentar o seu segundo título da Libertadores, mas diz que o time precisa tomar alguns cuidados, conforme destacou ao blog.
Mauro, o Flamengo é considerado um dos favoritos para ganhar a Libertadores e ainda se reforçou com Vágner Love. Na sua opinião, faltam algumas peças ou o elenco está pronto? O elenco é dos melhores e o time ganha com a chegada de Vágner na vaga de Zé Roberto. Love é mais goleador, tem características que complementam Adriano e mostrou no Fla-Flu que é capaz de ajudar a defesa e a marcar, como o antigo titular fazia em alguns momentos. Falta apenas a volta de Maldonado, contundido. Além disso, ao contrário do que aconteceu na arrancada para o título brasileiro, Andrade agora pode contar com um dos melhores meias/volantes do país, Kléberson. E preciso estabelecer prioridades claras, mesmo que os fãs dos estaduais protestem. E não é admissível que ocorram brigas entre técnico e jogador, como a ocorrida entre Juninho Paulista e Ney Franco em Montevidéu, em 2007. Sete dos últimos 11 campeonatos do Rio foram para a Gávea. Mesmo sendo um inédito tetra, se o Flamengo for campeão em 2010, não há como comparar com a perspectiva de uma segunda Libertadores. Se der para levar os dois, ok, mas a prioridade tem que ser o torneio internacional. Ajuda se lotar o Maracanã e tiver paciência em momentos difíceis, que numa Libertadores ocorrem até diante de times desconhecidos. Márcio estava afastado do dia-a-dia do futebol, mas seu pé comprovadamente quente é que pode fazer falta nesse aspecto. Grupo relativamente perigoso, mas passar à segunda fase é obrigatório para quem sonha ir longe na Libertadores e tem time para isso. Velez Sarsfield e Estudiantes são os argentinos mais perigosos, além dos times brasileiros, e pode haver alguma surpresa eventual, como Once Caldas, Cruz Azul, Cúcuta, entre outros times que apareceram bem, de repente. Atenção com equipes como o uruguaio Defensor, que é preciso. Em 2007, ele eliminou o Flamengo e caiu ante o Grêmio apenas nos pênaltis.
Escrito por Mário Sérgio Venditti às 16h49
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A crise entre Flamengo e Pet encobriu a virada histórica no Flu O Fla-Flu de domingo passado é um daqueles jogos que devem ser lembrados por semanas, décadas. Mas foi ofuscado pela briga entre o meia Petkovic e o vice-presidente de futebol Marcos Braz. Pet foi substituído no intervalo, bateu boca com Braz e escafedeu-se do Maracanã quando a bola ainda rolava. Foi afastado do time. Não sei de quem é a culpa, porque a gente só ouve as versões de um lado e de outro. Na verdade, acho que os dois foram intransigentes e não pensaram no Flamengo, no trabalho de seu treinador. Só neles mesmos. Cabeça quente só provaca atitudes desastradas e a presidente Patrícia Amorim tem de intervir para buscar o melhor para o clube. Se, por um lado o Flamengo não pode aceitar desaforo de jogador e nem virar seu refém, do outro é triste que dois meses depois da conquista do hexa brasileiro, um dos jogadores que mais contribuirám seja afastado dessa maneira. Em vez de Pet x Braz, muito melhor seria falar à exaustão de Fla x Flu. Uma vitória simplesmente memorável do rubro-negro, que terminou o primeiro tempo apanhando por 3 a 1. Saiu atrás (2 a 0), diminuiu mas levou o terceiro, golpe que poderia desmotivar o time para o segundo tempo. Mas não. Sabe-se lá o que Andrade disse aos jogadores de tão especial, porque o Fla voltou arrasador. Só ele jogou e marcou quatro gols, sacramentando uma virada espetacular: 5 a 3. O clássico mais tradicional do Rio me lembrou o clássico mais tradicional de São Paulo, entre Palmeiras e Corinthians, disputado em 1971, o famoso "jogo do Adãozinho". O Palmeiras abriu 2 a 0, sofreu o empate, fez 3 a 2 e, numa reação espetacular, o Timão empatou e fechou em 4 a 3. O duelo paulista foi ainda mais dramático que o Fla-Flu. Depois que o Corinthians marcou 2 a 2, na saída de bola o Palmeiras ampliou para 3 a 2. Em seguda, também na saida de bola, o alvinegro igualou novamente. Era lá e cá, numa partida de prender o fôlego, até que o Corinthians marcou o gol da vitória. Até hoje, ela é lembrada sempre que os dois rivais se enfrentam. Esse Fla-Flu merece o mesmo tratamento. Deve ser mostrado para as futuras gerações e ser lembrado como uma partida impagável. E não por ter sido o jogo em que Pet foi suspenso porque brigou com um cartola. Escrito por Mário Sérgio Venditti às 15h01
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Venenos do Sapo Publicidade na camisa do treinador. E daí? No início dos anos 80, quando os clubes começaram a estampar publicidade em suas camisas, não havia um torcedor que concordasse com essa "mancha" no manto sagrado do time. Parecia uma heresia. Mas, como tudo na vida, assimilar certas coisas é uma questão de tempo. A logomarca das empresas naturalmente passaram a fazer parte do uniforme e ninguém mais achou um absurdo. Ao contrário, é um dinheiro muito bem vindo para as agremiações. E todas as lojas de artigos esportivos também vendem as camisas com o "carimbo" no peito. A publicidade expandiu-se para as costas, ombros, calção, meiões e por aí vai. Agora, a novidade é o técnico Muricy aparecer à beira do gramado com uma camisa anunciando um produto. Os puristas desceram a lenha. Mas eu pergunto: qual é o problema? Se os estádios já estão devidamente "envelopados" e os jogadores expõem as marcas até em treino, por que não o treinador? O fato de Muricy não ganhar uma porcentagem é outra história, que ele deve negociar com a diretoria do Palmeiras. Porém, não vejo nenhum mal esse profissional atuar como garoto-propaganda. Sinal dos tempos e os técnicos estão inseridos no contexto, quer queiram ou não. Você é a favor ou contra? Escrito por Mário Sérgio Venditti às 14h18
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