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Pelo futebol de resultados!

Depois das ondas do politicamente correto e do ecologicamente correto, agora tem a turma do futebolisticamente correto. Gente chata, mala, tecnocratas da análise esportiva. Não aguento ouvir falar que o título do Chelsea nada vai trazer de positivo para o futebol, que o time se trancou lá atrás, que o futebol de resultados é um absurdo, que o Barcelona isso, o Barcelona aquilo... Quanta baboseira.

Futebol é o seguinte: dois times jogam, merece vencer quem mete a bola na rede. Mesmo que seja na disputa dos pênaltis. Simples, não? O que não pode, claro, é ser ajudado pela arbitragem. Se o time jogar bonito, legal, tanto melhor.

Mas cada um joga como pode. Futebol de resultados? Sim, sou partidário dele. Di Matteo deu uma aula ao mostrar que o Chelsea, ao melhor estilo do ferrolho italiano, fechou seu time (sabedor que ele era inferior) e despachou Barça e Bayern. Pronto, campeão com totais méritos.

Não acho que a função de um time seja mostrar "algo de novo" para o futebol. A função de um time é ganhar e dar títulos e alegrias para sua torcida. Repito: se jogar um futebol bonito e envolvente, ainda melhor. Para falar a verdade, a única revolução de verdade que vi no futebol foi a Laranja Mecânica de Rinus Michels na Copa de 1974. Aquilo sim foi diferente. Cansei de ver time jogando bonito e morrer na praia.

O que vale é vencer e levantar a taça. O resto é perfumaria.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 12h38 [] [envie esta mensagem] []






O sumiço do sapo

Caros amigos do blog: como vocês já perceberam, há muito tempo deixei de atualizar O Sapo de Arubinha. Novas imposições profissionais, infelizmente, me impossibilitam de continuar a dar meus pitacos sobre futebol.

A partir de agora, vou fazer meus comentários apenas nos fins de semana e espero poder contar com sua companhia. Quem sabe, em breve, o sapo volte com força total.

Muito obrigado pela compreensão.

Grande abraço



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 19h46 [] [envie esta mensagem] []






Má fase do Santos é absolutamente normal

O Santos já está classificado para a Libertadores de 2012 e disputará o Mundial Interclubes no final do ano.

Sinceramente: alguém esperava uma campanha digna de disputar o título no Campeonato Brasileiro?

Para mim, o que ocorre com o Peixe atualmente está dentro de um quadro absolutamente normal. A equipe tricampeã da América ainda curte a ressaca do título e, além disso, teve jogadores contundidos e outros cedidos para a Seleção Brasileira.

O Santos continuará sendo mero coadjuvante no Brasileirão e não corre o menor risco de cair para a Série B.

Provavelmente o planejamento alvinegro será o mesmo adotado pelo São Paulo em 2005. Na época também campeão da Libertadores, o Tricolor fez um Campeonato Brasileiro ruim.

Resvalou na zona de rebaixamento em algumas rodadas mas, quando afastou-se matematicamente da segunda divisão, largou mão da competição para dedicar-se inteiramente à preparação visando o Mundial, conquistado sobre o Liverpool.

O Santos tem dois jogos a menos. Seu elenco é muito forte e no instante em que exorcizar o fantasma do rebaixamento, Muricy será inteligente o suficiente para voltar sua atenção ao Mundial. Uma possível decisão com o Barcelona é aguardada ansiosamente na Vila Belmiro.

E se o time chegar bem no Japão, poderá fazer um jogo muito equilibrado contra o Barça. Discordo de quem fala que essa final é favas contadas em favor do clube catalão.

Para isso, porém, Neymar terá de estar inspirado e Paulo Henrique Ganso precisará resgatar seu futebol cerebral, o que não acontece há muito tempo.

O que se passa com o número 10?

Ele estava comendo a bola, machucou-se, ficou meses em recuperação, seu nome foi muito comentado em uma possível transferência para a Itália, valorizou-se mesmo sem jogar, viu à distância o polpudo aumento salarial de Neymar, aborreceu-se com a diretoria por não receber o mesmo tratamento, voltou aos campos, ganhou a Libertadores, foi mal na Seleção Brasileira na Copa América e agora amarga má fase no Peixe.

Paulo Henrique ainda é alvo de muitas especulações. Uma delas é a de que poderá atuar no Corinthians antes de se transferir para a Europa. O presidente corintiano Andrés Sanchez desmente categoricamente.

Ganso quer aumento salarial, mas o clube se defende exibindo o contrato que ele tem a cumprir e argumentando que, até agora, não houve nenhuma proposta oficial pelo jogador -- ao contrário do que aconteceu com Neymar, cortejado pelo Real Madrid.

O Santos pode ser tricampeão mundial e abriu mão do Brasileiro para alcançar esse objetivo. Mas é necessário que seus jogadores estejam tão ligados como estavam na Libertadores.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 19h41 [] [envie esta mensagem] []






Por que um time tão apagado?

Depois de duas semanas de recesso, o blog voltou. E para dizer o seguinte:

Concordo que o trabalho de Mano Menezes ainda está no início (quer dizer, mais ou menos. Já tem um ano). O torcedor brasileiro -- e a imprensa de um modo geral -- são imediatistas. Se os resultados não aparecem de cara, a tendência é que o treinador seja alvo de pedradas.

A Seleção Brasileira nas mãos de Mano foi eliminada da Copa América e ainda não conseguiu bons resultados contra equipes mais fortes nos amistosos. Isso incomoda demais a comissão técnica. Não adianta dizer que não. Mas é preciso de um pouco mais de tempo. Um pouco mais.

O que assusta é o seguinte: por que o time de Mano está tão sem vibração em campo?

Será que o comandante não passa motivação aos jogadores? Ele convive com o grupo sempre mantendo aquela postura de quem vai a um empolgante chá das 5?

Sempre defendi que um técnico de futebol não deve entender apenas de tática. Deve exercer seu lado psicólogo, de paizão. Deve ser enérgico e saber entusiasmar seus comandados.

O Brasil hoje é uma equipe apática. Seja porque já tem sua vaga para a Copa de 2014 garantida, seja porque Mano não transmite a menor empolgação em seu trabalho de campo. A derrota de 3 a 2 para a Alemanha foi desanimadora. Além dos erros, o time estava "morto" no gramado. 

Os jogadores estão fazendo parte de uma renovação que visa um Mundial. Só isso deveria servir de grande motivação para qualquer jogador de futebol (se bem que não dá para entender André Santos e Fernandinho no grupo, só para citar dois nomes).

Mas não. O que se vê é um conjunto caindo pelas tabelas, como se estivesse condenado a não participar da próxima Copa.

Está faltando futebol para a Seleção de Mano. Também está faltando, principalmente, alegria de jogar. E, da parte do treinador, alegria em comandar.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h25 [] [envie esta mensagem] []






Sapeadas

* É preciso olhar com carinho e muita atenção a boa fase de Ronaldinho Gaúcho, no Flamengo. Criticado até outro dia por suas partidas sem brilho desde que chegou à Gávea, agora é preciso lhe fazer justiça. Ronaldinho parece ter acordado e está jogando demais no Campeonato Brasileiro, relembrando os tempos de Barcelona. Depois de uma atuação épica no não menos épico Flamengo 5 x Santos 4 (em que ele e Naymar brilharam), Ronaldinho voltou a fazer a diferença na partida contra o Grêmio, neste sábado. Deu o passe para o gol de Thiago Neves e marcou o segundo, aproveitando o erro grotesco do goleiro Victor, que tentou driblar o atacante na área gremista. A exemplo de Petkovic e Adriano, que conduziram o Fla ao título brasileiro de 2009, Ronaldinho pode ser o homem a levar o clube a mais uma conquista em 2011. Basta ele deixar a farra de lado e se dedicar à sua vida de atleta.

* Todo torcedor brasileiro está sentindo o mesmo: paira na atmosfera do futebol um pesado clima de corrupção, cuja impunidade provoca desesperança e desânimo. O presidente da CBF faz e desfaz e nada acontece. A Fifa também é um antro de desonestidade e ninguém é punido. O roubo, a falcatrua e as armações acontecem diante de nossos narizes, mas é difícil prender ou destituir as raposas de seus cargos. Pelé sequer foi convidado para a cerimônia de sorteio das chaves das Eliminatórias da Copa de 2014, mas a presidente Dilma Rousseff deu o troco: nomeou o Rei como embaixador do Brasil para a Copa. Portanto, quis que o Atleta do Século estivesse do seu lado durante o evento. E, do lado de Pelé, estava o presidente da CBF, com aquela cara de azia, que provoca náuseas nas pessoas de bem. Às vésperas do sorteio, esse elemento discutiu com jornalistas ingleses, chamando-os de corruptos. Justo quem chamando os britânicos de corruptos... A Inglaterra deveria proibir a entrada desse sujeito no país. Ainda bem que a presidente Dilma está deixando cada vez mais claro que não se mistura a esse tipo de gente. Pena que seja pouco para acabar com as safadezas que hoje tomam conta do futebol brasileiro.

* Onde anda o volante Pierre, do Palmeiras? É incrível como o jogador simplesmente desapareceu da equipe. Imprescindível na campanha do Campeonato Brasileiro de 2009 -- e sua contusão foi tida como a maior culpada pela queda do time --, Pierre não está sendo aproveitado por Felipão. A dupla de volantes do treinador é composta por Márcio Araújo e Marcos Assunção e estamos conversados. Até aí tudo bem. Mas por que Pierre não é relacionado nem para o banco? Será que Chico e Tinga são melhores que ele? Para mim, é um esquecimento inexplicável.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 13h00 [] [envie esta mensagem] []






Laor, um piadista

O presidente do Santos, Luiz Álvaro de Oliveira Ribeiro, está achando que Neymar é a última bolacha recheada do futebol brasileiro e que seu clube é a mais importante das prioridades do desporto nacional.

Ele quer que a presidente Dilma Rousseff interceda para que o atacante continue no futebol brasileiro. Talvez, quem sabe, com um generoso patrocinio de uma estatal ou, por que não, usando suas influências com companhias privadas dispostas a injetar grandes somas no Peixe.

O raciocínio de Laor, como o cartola é chamado, pode até fazer certo sentido: se os estádios da Copa do Mundo serão erguidos com a ajuda de dinheiro público, qual é o problema de o Santos receber uma mãozinha do governo federal para viabilizar a permanência do maior talento do futebol brasileiro dos últimos anos?

O desvio de verba pública -- que deveria ser usada para a construção de hospitais, escolas, estradas etc -- é nefasto, como também seria se empregado para manter Neymar no país. O Santos poderia ser patrocinado por uma estatal, assim como o Vasco o é e como o Flamengo foi durante muitos anos.

O problema é que quando isso acontece, as negociações sempre acontecem com o mínimo de transparência possível.

Os clubes precisam aprender a ser auto-sustentáveis. Já basta a ajuda da Timemania.

O economista Laor perdeu uma ótima oportunidade de não passar o chapéu para a presidente, que tem preocupações muito mais urgentes. Uma delas, lamentavelmente, é deixar tudo pronto para o Mundial de 2014.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 19h08 [] [envie esta mensagem] []






Sapeadas

* O Uruguai mostrou como é que se vence o Paraguai. Classificado para a decisão da Copa América com cinco empates -- entre os quais duas vitórias nos pênaltis --, o Paraguai entrou em campo para ganhar mas, se percebesse que seria difícil, tentaria arrastar a final de novo para as penalidades. Apostaria no fator psicológico, de se engrandecer diante da Celeste por causa do seu retrospecto nesse tipo de desempate. Mas não conseguiu. O Uruguaio entrou em campo determinado a matar a partida ainda na primeira fase. E conseguiu. Luís Suárez e Diego Forlán abriram 2 a 0 e, na segunda fase, Forlán fechou o placar folgado: 3 a 0. Com o título, o Uruguai garante a hegemonia na América do Sul. É a seleção que mais conquistou a competição, em 15 oportunidades. O triunfo também ratifica a boa fase do futebol uruguaio. A Celeste Olímpica foi quarta colocada na Copa do Mundo de 2010 (com Forlán sendo eleito o melhor jogador do torneio), o Peñarol foi vice-campeão da Libertadores e agora vem a celebração da Copa América, com Suárez alcançando a condição do craque da campeonato. Depois de viver anos nas trevas, o futebol uruguaio volta s sorrir, merecidamente.

* Testemunho de um são-paulino, que assistiu a São Paulo 2 x Atlético Goianiense 2, no sábado. "O Adílson já é visto com desconfiança pela torcida. A partida estava 2 a 1 quando o técnico tirou Denílson, que fazia uma boa estreia, e Rivaldo, que estava jogando um bolão. Deu no que deu. O Atlético cresceu e empatou. A torcida vaiou o Adilson", relatou. Não gosto de julgar estreia de jogadores e técnicos em apenas uma partida, nem para o bem, nem para o mal. É preciso esperar mais. No entanto, o recente retrospecto de Adilson nos clubes nos quais passou deixa os tricolores com as barbas de molho.

* O Corinthians perdeu para o Cruzeiro no Pacaembu, mas a rodada, de certa forma, beneficiou o Timão. Afinal, seus perseguidores mais diretos também perderam pontos. Além do empate do São Paulo no Morumbi, o Flamengo ficou em 1 a 1 com o Ceará no Rio. E o Palmeiras perdeu para o Fluminense por 1 a 0. O Timão tem seis pontos de vantagem sobre o São Paulo. O gol saiu em um chute de longa distância de Wallyson, cheio de veneno, mas defensável. Renan, que substituiu Julio César não defendeu, mas o garoto não pode, de jeito nehum, ser cobrado por isso. Foi o primeiro jogo dele com a camisa alvinegra e a torcida soube reconhecer isso. No final, gritou o nome do time.

* Não precisa ser um profundo conhecedor de futebol para ver qual é o principal problema do Palmeiras dentro de campo (porque fora existem pepinos às centenas): falta um homem-gol na equipe. Kléber e Maicon Leite não são propriamente goleadores. Eles são o chamado segundo atacante, que se dão bem preparando as jogadas para alguém finalizar. Quando são eles os responsáveis para colocar a bola no fundo do gol, aí a coisa complica. A dupla Alex Mineiro e Kléber deu muito certo em 2008 e agora o Gladiador se vê nesse espinhosa missão, ao lado de Maicon Leite. Só que a história de Kléber no futebol não é de fazer muitos gols, de ter sido artilheiro em um campeonato. Não adianta Luiz Felipe Scolari insistir com Dinei. É tolice, é queimar uma substituição sem efeito algum. Seria melhor dar chance a Wellington Paulista em vez de marginalizá-lo no clube. E, depois da derrota para o Flu (que teve um gol legítimo anulado), Felipão chamou torcedores organizados -- que vaiaram Marcos Assunção e Luan -- para o confronto. "Eles estão no time por minha causa, sou eu quem os escalo. A torcida deve brigar comigo. Olha, eu passo de carro todos os dias pela avenida Pompeia. Se eles quiserem, é só me esperar lá pra gente conversar", disse, batendo a mão no peito e saindo em defesa de seus jogadores.

* Sensacional a campanha da Portuguesa na Série B. Em Salvador, venceu o Vitória por 2 a 0, provocando a demissão do técnico Geninho no clube baiano. Nas mãos de Jorginho, a Lusa lidera o campeonato com 26 pontos e comemora a boa fase de jogadores como Marcelo Cordeiro, Henrique, Edno e Guilherme. O atacante Jael, que se transferiu para o Flamengo, não está fazendo falta.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 22h12 [] [envie esta mensagem] []






No episódio do fair play, a razão é de Kléber

É preciso saber separar as coisas, encarar alguns fatos individualmente.

Kléber, muito mal assessorado por seu agente, errou em todo aquele imbróglio da negociação com o Flamengo. Agravou seu erro ao ofender Roberto Frizzo, vice-presidente do Palmeiras.

Mas, como a diretoria do Verdão é composta por bananas, o atacante só recebeu uma multa de 10% de seus salários.

Isso é um ponto. O problema é que quem tem fama, deita na cama. Agora, sempre que Kléber se envolver em alguma polêmica, o mundo desabará sobre ele. Mesmo que ele tenha razão.

E no lance do fair play (ou falta dele) na partida com o Flamengo, quem errou foram os jogadores rubro-negros. Kléber agiu com razão.

O fair play existe na regra do futebol? Não. Mas ele existe dentro de campo? Sim, ou ao menos deveria existir. Na medida certa.

Porém, o comportamento de fair play deveria partir do Fla. Ouvi muita baboseira a respeito da jogada. É preciso analisá-la do jeito como ela realmente aconteceu.

A bola era do Palmeiras. Repito: a bola estava em domínio do Palmeiras. O juiz paralisou o jogo para que Junior César, caído, fosse atendido. Depois que ele se levantou, o árbitrou deu bola ao chão. Agora eu pergunto: quem deveria praticar a boa conduta?

Kléber ainda disse alguma coisa aos jogadores do Flamengo, segundo ele, pediu para que eles chutassem a bola para fora. Não chutaram e a bola ficou alí, estática.

O tempo correndo, como queria o time de Vanderlei Luxemburgo. Por que, diabos, o Palmeiras deveria abrir mão da jogada se quem havia perdido a chance de iniciar um ataque antes era ele, Palmeiras? Isso é hipocrisia.

Motivado por seu gênio explosivo, Kléber não pensou duas vezes. Dominou a bola e partiu para a área. O empate não interessava ao Palmeiras, que queria a vitória dentro de casa.

Aí vêm os arautos da ética pregar que faltou flair play a Kléber. Façam-me o favor. De novo: Kléber, nos últimos dias, fez diversas burradas, mas nesse episódio, ela tinha razão.

Além do mais, essa história de flair play está parecendo as atitudes ditas politicamente corretas. Estão esbarrando numa chatice sem tamanho. Vamos parar com essa ladainha, porque o futebol está ficando insuportável com isso tudo.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 21h53 [] [envie esta mensagem] []






Sapeadas

* Pouco mais de três meses depois de assumir o comando do Internacional, Falcão foi demitido do clube. A derrota em casa por 3 a 0 para o São Paulo foi a pá de cal no destino do treinador. A diretoria não entende como o bom elenco do Inter não consegue deslanchar no Campeonato Brasileiro. Mas o erro foi dos próprios dirigentes, que julgaram ser o maior ídolo da história do Colorado o nome mais indicado para ser o treinador. Pela segunda vez, Falcão e dá mal na função e acho difícil ele fazer sucesso em outra equipe, se é que ele terá essa chance. Falcão não tem perfil para ser técnico, não fala o memso idioma dos jogadores e iso é um pecado mortal para quem quer ser vitoriosa fora das quatro linhas. Não boto fé em Falcão como treinador como nunca botei em Leonardo, convertido em dirigente do Paris Saint Germain.

* Falcão sai do Beira Rio e Adilson Batista chega ao Morumbi na dança das cadeiras dos técnicos do Campeonato Brasileiro. Em um período de dois anos, Adílson deixou a condição de promissor para se tornar uma incógnita. Desde que saiu do Cruzeiro, falhou no Corinthians, no Santos e no Atlético Paranaense. Não era nome preferencial do São Paulo mas, em função da atual falta de opções no mercado, Juvenal Juvêncio partiu para a solução mais fácil e menos demorada. Desde de que mandou Muricy embora, o Tricolor está à procura de um nome que reconduza o time às vitórias. Tenho dúvidas se Adílson será capaz disso.

* A Justiça indeferiu o pedido do Ministério Público que queria embargar a obra da Arena Palestra Itália. A estratégia do MP de querer aparecer no noticiário não deu certo. Aliás, não deve ter sido apenas esse o intuito. Alguém certamente estava de olho em arrancar alguma propina para deixar a obra em paz. Corruptos.

* O Palmeiras repatriou o zagueiro Henrique, que, em 2008, fora negociado com o Barcelona. O clube perdeu Danilo para a Udinese e agora consegue repor o setor. Teoricamente, Henrique e Thiago Heleno podem formar uma ótimo dupla. Com as voltas de Valdívia e de Kléber, a tendência é que o time de Felipão fique mais competitivo. Resta saber se o Gladiador mostrará boa vontade em defender o Palmeiras.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 19h11 [] [envie esta mensagem] []






Fracasso na Copa América de uma Seleção que terá poucos testes até 2014

O problema de sediar uma Copa do Mundo, além da roubalheira na construção de estádios, é que o Brasil será pouco testado até 2014.

Serão dois anos de um hiato incômodo em que, até a Copa das Confederações, a Seleção Brasileira só terá amistosos a fazer. Não participará das Eliminatórias, período últil para formar e preparar uma equipe e respirar o clima de Mundial com antecedência.

Pior ainda é que Mano Menezes concluiu o primeiro ciclo de seu trabalho de forma desastrosa. Foi eliminado da Copa América da Argentina com uma campanha medíocre em se tratando de Seleção Brasileira: três empates e uma vitória.

E a desclassificação veio com quatro pênaltis desperdiçados contra o Paraguai. Sim, quatro cobranças sem gols. Não lembro de ter visto um time perder quatro penalidades como o Brasil na Copa América.

O Brasil jogou melhor? Jogou. Mas não converteu porque faltou pontaria aos nossos jogadores. Tomara que a continuidade do trabalho de Mano não ocorra à sombra dessa eliminação precoce.

Mas ele terá que fazer o time engrenar nos amistosos que virão. Porque não é possível ver craques como Paulo Henrique Ganso, Neymar e Alexandre Pato tão apagados.

Não acho certo colocar sob ameaça o cargo de Mano. Mas é claro que ele será cobrado ainda mais a partir de agora, pois não chegar sequer entre os quatro primeiros é completamente inesperado.

A torcida brasileira, que comemorou a queda da Argentina contra o Uruguai -- também nos pênaltis --, só teve 24 horas para festejar. Neste domingo, foi a vez dos argentinos darem o troco.

Em vez de Brasil e Argentina, o continente americano agora é dominado pelos semifinalistas uruguaios, paraguaios, venezuelanos e peruanos. É preciso aprender alguma lição com isso.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 21h24 [] [envie esta mensagem] []






Com Maicon, uma outra Seleção Brasileira

Não foi uma atuação épica - e ninguém estava pedindo isso, mas sim uma partida convincente apenas.

Mano Menezes promoveu a volta de Robinho ao time e fez uma alteração óbvia: sacou Daniel Alves para escalar Maicon, que deve ser o verdadeiro dono da ala direita da Seleção Brasileira.

O Brasil jogou bem melhor contra o Equador e as descidas de Maicon pela direita foram seu ponto forte. O resultado de 4 a 2 deu novo alento ao futuro da equipe na Copa América, que agora pega o Paraguai nas oitavas de final, no domingo.

Além da técnica, o vigor físico de Maicon é impressionante. Quando ele desembesta a correr em seu setor procurando a linha de fundo ou as jogadas em diagonal, dificilmente a marcação consegue contê-lo. É mais efetivo que Daniel Alves, que precisa aprender que a Seleção Brasileira está longe de apresentar o mesmo entrosamento do Barcelona.

Com Maicon, outras peças produziram mais, como Neymar e Robinho. E com eles produzindo mais, o centroavante Alexandre Pato também viu seu futebol crescer.

Mano deverá manter a formação para o próximo duelo. E não faria sentido tirar o goleiro Julio César da equipe por ter falhado nos dois gols do Equador, nem mesmo se o jogo tivesse empatado em 2 a 2. Isso só deve ocorrer se Julio entregar o ouro novamente em outras ocasiões.

O meio de campo é um setor que precisa melhorar. Lucas Leiva e Ramires estão na berlinda, com atuações apagadas e às vezes sobrecarregando a defesa. Já Paulo Henrique Ganso participa de quase todos os gols brasileiros, porém, ainda pode render mais. Precisa se soltar com a camisa da Seleção. 

Frente a frente de novo com o Paraguai, o embate de domingo mostrará se o time de Mano realmente melhorou ou se a vitória no último jogo da primeira fase foi obra do acaso.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h15 [] [envie esta mensagem] []






A volta de Tevez colocaria Kia de novo no Corinthians. O torcedor quer isso?

Carlitos Tevez é um  baita jogador e se identificou com a torcida do Corinthians. Não é à toa que a Fiel está empolgada com seu possível retorno ao Parque São Jorge.

Mas clube nenhum do Brasil tem condições de desembolsar mais de 80 milhões de reais para contratá-lo, por mais que se antecipe a verba das transmissões de TV. Gostaria de entender essa negociata.

Bom, os clubes estão acostumados a se envolver em enroscos financeiros, tanto que suas dívidas batem no pescoço.

Mas a volta de Tevez traria outro risco, muito mais perigoso. Ao contratar o atacante, o presidente Andres Sanchez colocaria novamente dentro do clube o chacal Kia Joorabchian. Sim, o empresário, agente ou seja lá o que for que ajudou a arruinar o Timão em 2007, depois que muita podridão veio à tona, causando inclusive a queda de Alberto Dualib.

Duvido que o iraniano, como representante do jogador, não teria acesso livre nos corredores do clube e no gabinete do amigo Andres. É capaz de interferir outra vez nos destinos do Corinthians.

Quando a MSI chegou ao clube, no fim de 2004, era comum os corintianos dizerem que o importante era o clube formar um bom time e ser campeão. A procedência de Kia e suas intenções não importavam. O tempo mostrou que Kia foi nocivo ao Timão.

O Corinthians deveria manter distância desse tipo de gente.

Kia de volta é um perigo. É isso que a torcida quer? Ela continuará gritando "el, el, el, Kia é da Fiel" nas arquibancadas?



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 17h40 [] [envie esta mensagem] []






A redenção de dois camisas 10

O meia corintiano Danilo não veste a camisa 10 do Timão, mas o espírito do título acima é resgatar um pouco o romantismo e a importância que um meia de ofício tem para um time de futebol. 

Até outro dia, Danilo e Rivaldo estavam esquecidos em seus clubes. Quando entravam em campo, era para jogar poucos minutos.

Tite mexeu no esquema do Corinthians. Passou a escalar Danilo como titular para criar no meio de campo, setor protegido por Paulinho e Ralf. Com esse paredão lá atrás e novamente valorizado, o meia está desenvolvendo melhor seu futebol, municiando os atacantes Willian e Liedson.

Danilo não é daquela estirpe de jogadores que entram e, de cara, resolvem. Ele precisa estar à vontade no conjunto, precisa se sentir em casa para se soltar em campo.

Rivaldo também é assim. Craque, porém introspectivo, o são-paulino rende muito mais quando é afagado pelo treinador e pela torcida. Foi assim na Seleção Brasileira, quando disputou uma Copa de 1998 muito boa e quando foi o melhor jogador da Copa de 2002.

O pentacampeão chegou ao Morumbi mas não era aproveitado por Paulo César Carpegiani, nem mesmo com a equipe desfalcada.

Carpegiani caiu e o interino Milton Cruz escalou o número 10 contra o Cruzeiro. Não deu outra: Rivaldo ganhou um voto de confiança, retribuiu o apoio e destruiu a Raposa.

Aos 39 anos, Rivaldo não consegue jogar várias partidas seguidas. Se o clube souber lidar com isso, ele pode render muito para a escalada tricolor no Campeonatoi Brasileiro.

De meros coadjuvantes, Danilo e Rivaldo tem condições de se transformar em protagonistas durante a competição. Basta que eles sejam escalados e não esquecidos no banco de reservas.

É sempre bom lembrar que pouquíssimos times do Brasil possuem em seus elencos jogadores capazes de deixar um atacante na cara do gol.

 



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h30 [] [envie esta mensagem] []






Gladiador irresponsável

Luís Felipe Scolari quer que Kléber continue no Palmeiras, embora ele tenha inventado uma lesão para não jogar e, assim, forçar a barra para receber aumento salarial.

A torcida já está aborrecida com o jogador, apesar de ele ser "brother" da Mancha Verde.

Os dirigentes pretendem aplicar uma reprimenda no Gladiador, mas sabem que, na sua ausência, as chances do time no Campeonato Brasileiro despencam sensivelmente.

Kléber está agindo como um mercenário. Poderia muito bem dizer a verdade, pedir um tempo para Felipão e para a diretoria argumentando que não se sente confortável para entrar em campo, sabendo do interesse do Flamengo. Afinal, propostas fazem parte do mercado de qualquer segmento profissional.

Porém, o comportamento do atacante é condenável. Não se apresentar na concentração depois de treinar normalmente a semana inteira e ainda fazer um exame por conta própria para desmentir o departamento médico do clube são atitudes de moleque. 

O pior que poderia ter acontecido para Kléber foi a vitória de 3 a 0 sobre o Santos. Ele corre o risco de, aos poucos, se a novela se estender, a torcida começar a achar que ele não faz tanta falta assim.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 12h15 [] [envie esta mensagem] []






Messi é um estranho no ninho na Seleção Argentina

Lionel Messi, o melhor do mundo, não consegue engrenar na Argentina.

Para mim, é nítido como ele se sente pouco à vontade quando veste a camisa da Seleção. É como se estivesse em um mundo à parte, que não o chamou para estar ali.

Messi é um fenômeno, mas não na Seleção. Até por isso, ainda não pode ser comparado à Maradona. Parece um elemento alheio ao que ocorre a seu redor.

Ele saiu garoto de Rosário, construiu sua vida em Barcelona, é "dono" da equipe campeã europeia, tem uma parceria incondicional com todo o elenco e com Guardiola. Trata-se, enfim, de um catalão.

Mas, de tempos em tempos, realizam-se amistosos, eliminatórias, campeonatos. E lá vai Messi para o desconhecido: integrar-se a um grupo de jogadores que parecem não falar a mesma língua. O camisa 10 não consegue trocar o chip. Não se entende com os compatriotas. Sente-se torturado.

Na Copa América, Messi passou de maior esperança para decepção. Joga abaixo -- muito abaixo mesmo -- do seu potencial. Continua devendo para uma torcida que está acostumada a vê-lo comer a bola em gramados europeus, mas que não dá o ar da graça diante de seu povo.

E isso eles não perdoam.

Cada vez que as câmeras se aproximam de Messi, sua expressão é carregada, o rosto marcado pela frustração de não corresponder, de jogar um futebol muito simples para um craque consagrado.

Messi, sem dúvida, é o melhor do mundo. Mas pelo Barcelona. Com a camisa da Argentina, não estaria sequer no top 20.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h27 [] [envie esta mensagem] []




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BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, Homem, de 46 a 55 anos





 
 




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