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O maior trabalho do Vasco vai começar agora

Estrutura. O técnico campeão da Série B, Dorival Junior, já deu seu recado para o presidente do Vasco, Robeto Dinamite. O time que triunfou na segunda divisão precisa se estruturar para uma pedreira maior: a Série A.

O Vasco está sendo despejado do Vasco Barra, centro de treinamento que não pertence ao clube. Além disso, precisará se reforçar para montar um time à altura da primeira divisão. Subir de novo e ficar o campeonato inteiro na corda bamba é tudo que a torcida não quer.

Dorival Junior quer resolver sua situação. Renovar seu contrato para realizar um trabalho com condições de enfrentar os futuros adversários da elite do futebol brasileiro.

Quer também instalações adequadas. Bons campos de treinamento, equipamentos de preparação e recuperação física. Quer, enfim, que o Vasco continue sendo grande.

Dinamite terá de contratar, além de tentar segurar Carlos Alberto, cuja volta para a Alemanha está sendo aventada pelo Werder Bremen no ano que vem.

Será difícil. Em que pese o dinheiro que entrou com as cotas de patrocínio e com as boas rendas na Série B, o clube ainda tem dívidas pesadas.

Se 2009 foi o ano da superação, 2010 terá de ser o ano da afirmação.  

Se Dorival perceber que isso não será possível, ele sairá de São Januário, porque mercado não lhe falta no futebol brasileiro.   



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h19 [] [envie esta mensagem] []






Maurício e Obina pagaram o pato pelo fiasco alviverde

Muita gente perguntou a mesma coisa: e se a briga fosse, por exemplo, entre Marcos e Pierre, a diretoria palmeirense mandaria os dois embora como fez com Maurício e Obina após a partida com o Grêmio?

Bem, em primeiro lugar, não acho que Marcos e Pierre teriam uma atitude tão desequilibrada (Diego Souza já teve, mas com jogador adversário). Na suposição de que no lugar de Obina ou Maurício, lá estivesse Marcos, minha resposta é não: duvido que os cartolas do Palmeiras daria um pé no traseiro de um dos maiores ídolos da história do clube.

O papinho do diretor de futebol, Gilberto Cipullo, de que em primeiro lugar está a entidade, seja qual for o jogador, funciona em termos. A corda sempre arrebenta no lado mais fraco e estamos falando de dois atletas que não têm história no Palmeiras. Por isso, tomar uma decisão tão radical acaba ficando mais fácil.

O Palmeiras não tinha intenção de contratar Obina em definitivo, embora a maior parte da torcida adore o atacante. Ele é limitado tecnicamente, mas luta muito em campo e os torcedores souberam reconhecer essa virtude.

Mas a diretoria aproveitou o episódio da briga para despachá-lo antecipadamente ao Rio de Janeiro.

Maurício é prata da casa e o clube pode estar rasgando dinheiro se simplesmente demiti-lo por justa causa. A ideia é emprestá-lo, esperar a poeira baixar e, no futuro, quem sabe, aproveitá-lo novamente.

Os dois erraram? Claro que sim. Sem dois em campo, o Palmeiras perdeu qualquer possibilidade, mesmo que remota, de tentar virar o jogo diante do Grêmio.

Mesmo assim, não concordo com a decisão da diretoria de marginalizá-los. Eles mereciam uma punição exemplar, inclusive corte nos salários, mas não podem ser responsabilizados pelas desgraças que abateram o time na reta de chegada do campeonato. Foi essa a impressão que a atitude dos diretores passou.

Se já não bastasse o elenco limitado, Muricy ficará com duas peças a menos nas duas rodadas finais. Ainda há muito em jogo, não apenas cumprir tabela: a busca pela vaga da Libertadores, agora ameaçada. 



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 17h54 [] [envie esta mensagem] []






Na noite da pancadaria, (mais um) jogo histórico do Flu

Foi uma quarta-feira quente, na temperatura fora e dentro de alguns campos. A pancadaria comeu solta em três partidas.

Obina e Maurício, do Palmeiras, chegaram às vias de fato, numa cena grotesca na despedida do time no Campeonato Brasileiro.

Em Montevidéu, o Uruguai precisava de um empate contra Costa Rica para ir à Copa. O jogo foi tenso o tempo todo. Cotoveladas, tapas, botinadas, reclamações, acusações costa-riquenhas de que o juiz suíço havia sido aliciado pelos uruguaios.

Perdi as contas de quantas vezes jogadores das duas seleções rodearam o árbitro para reclamar de alguma coisa. Em todos esses momentos estava Lugano, certamente o jogador mais catimbeiro em atividade no mundo. Que sujeito chato!

O Uruguai fez 1 a 0, mas o time de Renê Simões empatou em seguida. Paúra no mítico Estádio Centenário, lotado. Se Costa Rica fizesse mais um, despacharia o Uruguai pelo critério de gols marcados fora de casa.

Não deu e teve muita gente que saiu de campo com hematomas espalhados pelo corpo. Afinal, o Uruguai foi mais Uruguai do que nunca. Só não esperava enfrentar um adversário que também estava com a faca nos dentes.

O jogo mais emocionante, porém, aconteceu no Maracanã, em mais um capítulo da saga de recuperação do Fluminense. Na semfinal da Copa Sul-americana -- que ao contrário do que a maioria prega, é um grande barato -- o Flu garantiu presença na decisão.

O Cerro Porteño vencia por 1 a 0 até os 47 minutos do segundo tempo (o mesmo resultado de Assunção), o que levaria a definição para os pênaltis.

Mas Gum empatou e, se não bastasse, Alan virou aos 50 minutos.

No final, pancadaria generalizada. Os paraguaios dizem que o massagista do Flu provocou, jogou água em quem estava no banco de reservas e foi o pivô da confusão.

Jogadores, comissão técnica, bicões, policiais -- todo mundo bateu e apanhou. Menos Fred, que pedia calma a todos.

O Flu está na final e ainda tem duas missões espinhosas até o final do ano para dar sua saga como cumprida: ganhar a Sul-americana e escapar do rebaixamento.

Se conseguir ambas, Laranjeiras irá beatificar São Cuca e seus onze apóstolos.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h43 [] [envie esta mensagem] []






Os brigões e a melancólica despedida do Palmeiras

Não bastou perder em campo para o Grêmio por 2 a 0. O vexame do Palmeiras foi além. Ao final do primeiro tempo, quando os jogadores deixavam o campo, o zagueiro Maurício e o atacante Obina discutiram feio e se agrediram.

Os demais jogadores ficaram atordoados. O chileno Figueroa, com aquele gesto tradicional dos italianos, de balançar a mão com o dedão grudado nos outros dedos, era o retrato da incredulidade.

Ao retornar para o segundo tempo, o juiz Heber Roberto Lopes tomou a decisão acertada. Expulsou os dois. Vágner Love, que iria substituir Obina, continuou no banco. 

Foi uma imagem curiosa. Como Obina estava no vestiário, quem recebeu o cartão vermelho representando o companheiro foi o capitão Marcos.

A cena de pugilato mostrou o desequilíbrio do time palmeirense nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro.

Com nove em campo, coube ao Palmeiras tocar a bola, fechar-se na defesa e ir para o ataque dentro das limitações de sua desvantagem numérica.

Muricy escalou Deyvid Sacconi, que não foi bem.  O meia não conseguiu "entrar" no jogo e não repetiu as boas atuações de quando entra durante as partidas.

Com a derrota, o Palmeiras estacionou nos 59 pontos, despediu-se melancolicamente da briga pelo título e vê ameaçada até mesmo a vaga para a Libertadores -- o que seria uma tragédia para o clube.

Já Obina, com o destempero de hoje, decretou sua saída do Palmeiras. Terminado seu empréstimo, em dezembro, a diretoria provavelmente irá devolvê-lo ao Flamengo.

Na Gávea, Obina terá de provar que é melhor que o Eto'o se quiser ganhar uma chance de atuar ao lado de Adriano.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 23h50 [] [envie esta mensagem] []






Ué, foi o Simon quem apitou França vs. Irlanda?

Seria chato não ver a França na Copa do Mundo da África do Sul. Mas a maneira como a atual vice-campeã mundial se classificou hoje foi vergonhosa. Um escândalo.

A Irlanda, que havia perdido em casa por 1 a 0, descontou em Paris e ganhou no tempo normal pelo mesmo placar. Na prorrogação, o gol de Gallas teve duas irregularidades.

Numa cobrança de falta, havia impedimento de um jogador francês. Na sequência do lance, Henry descaradamente ajeitou a bola com a mão antes de tocar para Gallas completar.

O juiz sueco Martin Hansson, mal colocado e numa cegueira de causar inveja a Carlos Eugênio Simon, o pior árbitro do Brasil de todos os tempos, nada anotou. Os irlandeses reclamaram demais, à toa.

Ouviremos a linda Marselhesa no ano que vem às custas de um erro grave que, quando visto por Hansson pela televisão, certamente causou calafrios no sueco. "O que foi que eu fiz?", deve ter se perguntado. Ou não, caso ele seja como Simon...

Portugal está lá

Nas eliminatórias, a Seleção Portuguesa vivia uma situação difícil em seu grupo. Estava quase eliminada. Até que o brasileiro Liedson, naturalizado, foi convocado e jogou muito, muito mesmo. Ele ajudou a equipa a chegar em terceiro e beliscar uma chance na repescagem.

Sem Cristiano Ronaldo, Portugal lutou como nunca e venceu a Bósnia nas duas partidas por 1 a 0. Hoje, o gol foi de Raúl Meireles, com participação de Liedson.

Valeu todo o sacrifício. Com o mesmo sofrimento narrado nos fados, Portugal vai à África.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 21h12 [] [envie esta mensagem] []






Beluzzo suspenso por nove meses. Enquanto isso, Simon...

O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Beluzzo, sabia que seria punido pelo STJD pelas fortes declarações contra aquele sujeito que atende, entre outros nomes, por Carlos Eugênio Simon.

Beluzzo nem foi ao julgamento para tentar se defender. Pegou um gancho de 270 dias. Na prática, não poderá assinar documentos como presidente e tampouco frequentar as praças esportivas nessa condição.

Mas, claro, as decisões sobre os rumos do Palmeiras continuarão dele. Oficialmente, será substituído por Hugo Palaia. Ou seja, a volta do morto-vivo.

Palaia foi um diretor de futebol de triste lembrança. Foi ele quem promoveu uma auto-entrevista (na frente dos jornalistas, ele mesmo fazia as perguntas antes de respondê-las) e mandou o então técnico Tite calar a boca. Tomara que Palaia não tenha o menor poder de decisão, senão, pobre Palmeiras.

Mas, voltando a Beluzzo, ele não voltou um pio atrás de tudo o que havia dito. Fez muito bem. Ao contrário de covardes que desmentem fortes declarações feitas à imprensa, o dirigente reconheceu que foram palavras contundentes e dignamente as sustentou.  

Se muitos achavam que Beluzzo era um presidente diferenciado, ele mostrou mais uma vez que o é. Não porque xingou Simon e até fez ameaças físicas, mas porque demonstrou ser um homem de uma palavra só. Beluzzo não devia mesmo se retratar ou pedir desculpas ao juiz.

Uma das acusações contra Beluzzo foi a que ele feriu a honra de Simon. O STJD está enganado. A honra de Simon está há muito tempo manchada por tantos erros cometidos nos campos.

É Simon que deveria pedir desculpas ao futebol brasileiro e retirar-se para sempre. Quem sabe um dia todos os times prejudicados o perdoassem.

Beluzzo ficará em banho-maria durante nove meses. Simon só até o fim do ano.  É ou não é injusto esse mundinho do futebol?



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 23h10 [] [envie esta mensagem] []






A doce vingança de Luxemburgo

A má campanha do Palmeiras no final do Campeonato Brasileiro vem provocando uma chuva de críticas ao técnico Muricy. Muitos palmeirenses defendem que Jorginho não deveria ter saído. E alguns alviverdes, mais radicais, afirmam: "Se Vanderley Luxemburgo tivesse continuado, o time teria mais chance de ganhar o título".

Luxemburgo foi demitido no primeiro turno no episódio da venda de Keirrison. Falou demais e, na opinião da diretoria, havia chegado a sua hora.

Luxa foi para o Santos. Não fez o time jogar bem em nenhum momento, parece ter perdido a mão e está cumprindo uma campanha medonha na Vila Belmiro.

É fato que muitos técnicos vencedores não se adequam aos novos tempos e se tornam antiquados (ultrapassados é um termo forte demais), como Mario Travaglini, Rubens Minelli e Carlos Alberto Silva. Mas Luxemburgo ainda está longe disso. Acho que, a despeito do péssimo 2009 que está vivendo, ainda tem muita lenha para queimar na carreira.

Luxemburgo é acusado de não se dedicar inteiramente à tarefa de comandar suas equipes. Se a ficha dele cair e ele resolver ser o Luxemburgo treinador de anos atrás, aí sai de baixo.

Como foi um ano perdido, Luxemburgo aproveita para docemente se vingar contra seu ex-clube e contra seu ex-patrão Luiz Gonzaga Beluzzo. Sabedor de que seu nome ainda é lembrado no Parque Antártica, ele mandou ver: o Palmeiras está fora do páreo. O título será decidido por São Paulo e Flamengo.

Mais do que uma opinião, o sorriso no canto do lábio de Luxemburgo expressava um sadismo maquiavélico. Ele, que insinuou ter méritos caso o Palmeiras fosse campeão e recebeu críticas por isso, agora se compraz com essa remota possibilidade.

Será como dizer que o problema do Palmeiras não era ele e sim quem está no comando dos destinos do clube.  



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 22h31 [] [envie esta mensagem] []






Sapeadas

* O Maracanã viveu uma das tardes mais emocionantes desse Campeonato Brasileiro. A torcida novamente foi em peso ao estádio: 55 mil pessoas prestigiaram o Fluminense, que venceu o Atlético Paranaense por 2 a 1, e agora reduziu de cinco para dois pontos a diferença para o Botafogo na luta para sair da zona de rebaixamento. Antes da partida , porém, um momento tocante: o ex-atacante Washington, portador de uma rara doença degenerativa, foi levado ao campo em sua cadeira de rodas, ao lado de Assis. Washington e Assis formaram o chamado Casal 20 do Fluminense nos anos 80. Juntos no ataque, foram tricampeões estaduais (83, 84 e 85) e campeões brasileiros em 1984. O clube realizou o Washington Day para ajudá-lo financeiramente em seu tratamento. A vitória do Tricolor deixa a partida da próxima rodada, entre Botafogo e São Paulo, ainda mais decisiva. O São Paulo precisa vencer para se manter na liderança, mas o alvinegro tem a obrigação de ganhar para espantar o fantasma da Série B.

* Olha aí, na hora do vamos ver, o time de Celso Roth perdendo de novo o fôlego. O Galo perdeu para o Coritiba (2 a 1) e foi ainda mais prejudicado com a vitória do Internacional diante do Santos, por 3 a 1. O Colorado está em quatro lugar, na zona da Libertadores, enquando o time mineiro amarga a quinta colocação. Será um final de campeonato dramático para Atlético, Inter, Cruzeiro e, se bobear, até para o Palmeiras por uma vaga na competição sul-americana.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 22h06 [] [envie esta mensagem] []






Troféu "O Sapo de Arubinha" - Edição 26

Adriano: da depressão para a artilharia

A chegada de Andrade e a boa fase de Petkovic são fatores que explicam o crescimento fulminante do Flamengo no Campeonato Brasileiro.

Mas sem os gols de Adriano, certamente o time não estaria onde está hoje, na vice-liderança do campeonato após a vitória de 2 a 0 contra o Náutico, em Recife.

O Imperador pensou em abandonar o futebol. Deprimido e envolvido com o álcool, abandonou a Inter de Milão para voltar ao Brasil e ficar mais próximo da sua Vila Cruzeiro, no Rio. Faltou a inúmeros treinos até que o estilo conciliador de Andrade colocou a cabeça do atacante no lugar.

Adriano já fez 19 gols no Brasileiro e é artillheiro isolado. É elemento indispensável à equipe e reconquistou a confiança de Dunga na Seleção Brasileira. É bem provável que Adriano dispute uma vaga para a Copa do Mundo até o último momento. Tem chances reais de ir para a África do Sul.

Adriano voltou a ser o Imperador e merece o troféu "O sapo de Arubinha" da semana. 



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 19h45 [] [envie esta mensagem] []






O maduro São Paulo, que não tropeça

O Campeonato Brasileiro de pontos corridos já ensinou que não adianta ter pressa. Mesmo que um grande time comece a competição aos trancos e barrancos, há tempo de sobra para reação. Desde que se faça um trabalho consciente e sério.

Exceto o Cruzeiro em 2003, que dominou o campeonato a partir das primeiras rodadas e foi o vencedor, as outras edições mostraram que o que interessa é a regularidade. Um time jamais deve perder de vista a dianteira. Para depois, no momento certo, dar o bote.

O São Paulo não teve um bom começo no Brasileiro. Demitiu Muricy, contratou Ricardo Gomes, ganhou, perdeu, mas desde que alcançou velocidade de cruzeiro não deixou os líderes se distanciarem.

Roubou a liderança do Palmeiras, venceu o Vitória por 2 a 0 (gols de Jorge Vágner e Hugo) e agora, a três rodadas do final, será muito difícil alguém impedir o tetracampeonato tricolor.

E por quê? Porque o grupo do São Paulo alcançou um amadurecimento tamanho que dificilmente ele se abala na reta de chegada, ao contrário do rival Palmeiras, que vem demonstrando uma instabilidade emocional muito grande.

A postura madura do Sâo Paulo é fundamental em uma fórmula de pontos corridos em que cada partida é uma decisão, mas se perdê-la dá tempo de recuperação.

O São Paulo se recuperou na hora certa, ao contrário do Palmeiras -- que começou a perder na hora errada.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 12h42 [] [envie esta mensagem] []






O jogo do sono: Brasil 1 a 0

O Brasil ganhou de 1 a 0 da Inglaterra e a partida, que fez este blogueiro cochilar em alguns momentos, serviu para ratificar a boa fase de Nilmar com a camisa da Seleção. O placar poderia ter sido maior, não tivesse Luís Fabiano desperdiçado um pênalti. Acontece. Ele tem muito crédito para gastar.

Nilmar fez um belo gol de cabeça e Robinho, contundido e vendo o reserva sempre marcando com a camissa amarela, diz que não tem medo de perder a posição. Deveria ter, porque, além de Nilmar estar mostrando uma regularidade fora de série, Robinho não está jogando nada há muito tempo.

Ah, a partida também serviu para Dunga colocar em campo Hulk, do Porto.

Missão cumprida. O empresário do atacante, cuja convocação surpreendeu, deve estar feliz da vida. O passe do cliente está mais valorizado.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 19h42 [] [envie esta mensagem] []






Venenos do Sapo

Dentinho foi convidado para fazer uma rápida participação no filme sobre a ex-garota de programa Bruna Surfistinha, que será interpretada por Débora Secco. Cuidado com o papel, Dentinho. A cabecinha retrógrada dos dirigentes brasileiros e a tiração de sarro das torcidas adversários podem fazer muito mal à sua promissora carreira.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 18h54 [] [envie esta mensagem] []






Um filme há muito tempo em cartaz

Filme: O Incendiário.

Estrelando: Marcos Roberto Silveira Reis.

Coadjuvantes: alguns jogadores do Palmeiras que, no entender do ator principal, não estão se empenhando em promover um bom espetáculo para ajudar o time.

Em cartaz: em todos os estádios onde o Palmeiras perde um jogo.

Sinopse: Marcos tem a missão de guardar o gol do Palmeiras e o faz, na maioria das vezes, como ninguém. É um sujeito simplório, autêntico, amado pela torcida até de outros clubes e adorado -- bota adorado nisso -- pela imprensa.

O filme repete a mesma sequência seja qual for o cenário: sempre que o juiz apita o fim do primeiro tempo ou do jogo, um batalhão de repórteres dispara na direção do goleiro, porque sabe que ele é garantia de frases de efeito, principalmente se o time está em desvantagem no placar ou se já perdeu a partida.

O personagem central é tão boquirroto que, se bobear, ele até esquece de descer ao vestiário no intervalo. Vira e mexe, algum funcionário do Palmeiras precisa chamá-lo.

O roteiro basicamente é o mesmo: se o time está mal, com erros individuais, Marcos solta o verbo. Fala de postura tática, falta de personalidade e empenho aquém do esperado na hora de cada um exercer seus papéis. Vive acendendo o rastilho de pólvora para explodir o ambiente interno do time.

A imprensa adora. Marcos rende manchetes, notícias. Um campeão de bilheteria.

Marcos é a principal estrela da companhia. Já ganhou a Copa do Mundo e a Taça Libertadores, mas falta-lhe um Oscar: o de campeão brasileiro. Está inconformado pois tem consciência de que esse prêmio ficou mais distante.

 



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 21h32 [] [envie esta mensagem] []






Com empate, Palmeiras complica muito sua situação

Um paradoxo: o Palmeiras termina o jogo contra o Sport, empate de 2 a 2, na liderança pelo saldo de gols, superior ao do São Paulo. Mas, ao mesmo tempo, complicou muito sua situação no Campeonato Brasileiro.

O São Paulo enfrenta o desanimado Vitória no Morumbi no sábado. É favorito absoluto, ou seja, pode abrir três pontos de vantagem sobre o Palmeiras a três rodadas do final. Além de poder superar o saldo alviverde. E se o Flamengo derrotar o Náutico, também ultrapassa o Palmeiras.

Ou seja, a situação do time de Muricy é delicada. Ele está prestes a dizer adeus ao Campeonato Brasileiro.

O gol do empate de Danilo foi polêmico, porque o Sport alega que antes de o zagueiro finalizar, o juiz Elmo Alves Resende havia apitado. Danilo estava em posição legal, mas pela transmissão da TV Globo, foi possível ouvir claramente o apito do juiz.

Se ele marcou impedimento e voltou atrás, prejudicou o Sport que, com o empate, caiu para a Série B. Elmo não seguiu a recomendação da Fifa, de aguardar todo o desfecho do lance.

Claro, fica a dúvida: depois do episódio Simon, ele teve medo de anular o gol do empate naquela circunstância? Se não bastasse, o juiz caminhou na direção da área pequena, fazendo menção de que tinha anulado a jogada. E, ao ouvir o apito, os jogadores do Sport pararam.

O mundo vai cair sobre o presidente Luiz Gonzaga Beluzzo. Todos cobrarão dele uma posição sobre a atitude de Elmo, após detonar Simon pelo gol que ele anulou de Obina no clássico com o Fluminense.

O Palmeiras foi, novamente, irreconhecível no primeiro tempo. O Sport passeou em campo e aos 16 minutos já vencia por 2 a 0. Muricy, fiel ao seu estilo, não mexeu no time. Só fez isso no intervalo, sacando Souza e Sandro Silva e colocando Deyvid Sacconi e Pierre.

Os gols demoraram, mas saíram, com Sacconi e Danilo. Não foi o bastante. O empate foi péssimo, porque o Palmeiras terá três pedreiras pela frente: Grêmio, Atlético Mineiro e Botafogo.

Líder hoje, mas é preciso reagir e voltar a jogar minimamente bem. Senão, até mesmo a vaga para a Libertadores estará ameaçada. Seria uma tragédia elevada ao quadrado.



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 00h16 [] [envie esta mensagem] []






 

Tostão é uma prova de que ainda existe gente lúcida no futebol

”Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.

Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia. O governo não pode distribuir dinheiro público.

Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos.

Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época. O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.

É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.

A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda. Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf.

Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria. Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.

Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.

Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.”

Tostão



 Escrito por Mário Sérgio Venditti às 10h03 [] [envie esta mensagem] []




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BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, Homem, de 36 a 45 anos





 
 




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